MC Poze rejeitou ser “neutro” e preferiu marcar CV em ficha prisional

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Ao ser transferido para o sistema penitenciário do Rio de Janeiro, Marlon Brendon Coelho Couto Silva, famoso como MC Poze do Rodo, fez uma escolha ousada. Em um formulário padrão, onde poderia se declarar “neutro” em relação a vínculos com organizações criminosas, o cantor optou por marcar sua afiliação com o Comando Vermelho (CV), uma das facções mais poderosas do estado. A decisão foi documentada na ficha de custódia na Penitenciária Dr. Serrano Neves (Bangu 3A), onde o campo “ideologia declarada” exibia um “X” ao lado do CV, enquanto a opção de neutralidade ficou em branco.

Essa escolha não é apenas simbólica; ela determina a sua alocação dentro do sistema prisional, levando Poze a uma unidade sob domínio do Comando Vermelho. Essa prática é comum nas prisões do estado, visando mitigar conflitos e garantir a segurança entre os detentos pertencentes a grupos rivais.

No momento da entrada, MC Poze revelou ter ensino médio incompleto e descreveu sua profissão como cantor. Ele afirmou não possuir bens a serem acautelados e, ao contrário do que muitos poderiam esperar, não hesitou em firmar sua afiliação, demonstrando uma clara adesão a seu papel no cenário criminal.

Outras investigações sob análise

Atualmente, Poze está sob investigação por apologia ao crime e associação com o tráfico de drogas. Além disso, ele responde a uma acusação de tortura e cárcere privado, onde uma vítima relatou ter sido agredida por ele e seus associados, após ser acusado de roubar um bracelete em sua residência. Embora o pedido de prisão preventiva referente a esse inquérito tenha sido negado, as investigações continuam na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes).

Outra situação alarmante envolve um show realizado na Cidade de Deus, onde vídeos mostraram homens armados com fuzis dançando entre o público. Este evento ocorreu na véspera de uma operação policial que resultou na morte de um agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), causando uma repercussão ainda maior sobre a imagem do cantor.

Até o presente momento, a defesa de MC Poze não se manifestou publicamente sobre sua decisão de vinculação ao Comando Vermelho ou sobre as últimas investigações que envolvem o artista. O futuro do cantor nas telinhas e nos palcos continua incerto, e sua escolha pode ser um reflexo do complexo jogo de poder que permeia a existência nas ruas e prisões do Rio de Janeiro.

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