Grupo que ocupa hotel abandonado em Patamares decide sobre saída

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No coração de Patamares, um grupo de aproximadamente 600 famílias, liderado pelo Movimento Social de Luta por Moradia e Cidadania da Bahia (MSMC), encontra-se em uma encruzilhada. Desde o último sábado, 31 de maio, eles ocupam o antigo Hotel Sol Bahia Atlântico, um imóvel abandonado há anos. Com um prazo judicial que expirou no dia 4 de junho, a situação se torna cada vez mais crítica e angustiante.

Carlos Alberto Araújo dos Santos, diretor do MSMC, anuncia que uma decisão sobre a saída do local será tomada em uma assembleia a ser realizada no domingo, dia 8. Ele menciona a iminente aplicação de uma multa diária de 50 mil reais, caso o grupo não desocupe o imóvel até quinta-feira, 12. “Apesar da determinação judicial, nossa saída será feita de forma voluntária”, assegura Santos. Essa atitude de diálogo revela a intenção do movimento de buscar soluções pacíficas.

A realidade é que muitos na ocupação são liderados por mulheres e mães solo, que enfrentam dificuldades desde a pandemia de Covid-19. Enquanto aguardam um desfecho, Santos tenta estabelecer um diálogo com representantes do Governo do Estado para encontrar alternativas viáveis para as famílias. “Solicitei uma audiência para discutir o futuro dessas pessoas. Elas não podem ficar na rua”, explica.

Do outro lado, a defesa do antigo hotel, representada pelo advogado Paulo Vieira, está em um processo de reintegração de posse. Com a Justiça já ciente da situação, ele afirma que está apenas aguardando os trâmites burocráticos para a execução da ordem judicial. A juíza Luciana de Carvalho também enfatiza a urgência do caso em sua recente decisão, que inclui um pedido para que a Comissão Regional de Soluções Fundiárias avalie a situação da ocupação.

Enquanto o futuro do antigo hotel permanece incerto, o dilema das 600 famílias em busca de um lar continua a ser um retrato das dificuldades enfrentadas por aqueles que lutam por moradia digna. É um convite à reflexão sobre a complexidade das questões sociais atuais, e a necessidade de ações que promovam a justiça e a inclusão.

E você, o que pensa sobre a situação dessas famílias? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe desta conversa tão importante.

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