General Braga Netto pede a Alexandre de Moraes para deixar prisão

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Após um intenso interrogatório conduzido por videoconferência no Supremo Tribunal Federal (STF), o general da reserva Walter Braga Netto apresentou um pedido para que sua prisão preventiva seja substituída por medidas cautelares. A solicitação, feita por sua defesa na terça-feira (10/6), ocorre enquanto ele continua detido no Rio de Janeiro.

Os advogados de Braga Netto alegam que a fase de coleta de provas e depoimentos está concluída, o que, segundo eles, elimina as justificativas para a manutenção de sua prisão. O pedido se fundamenta no artigo 316 do Código de Processo Penal, que exige a reavaliação das necessidades de prisão preventiva ao longo do processo.

Outro ponto crucial mencionado pela defesa foi a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a proibição de contato entre os acusados. Para os advogados, tal atitude ilustra que o risco de interferência nas investigações diminuiu, reforçando a possibilidade de que o general aguarde o desfecho do processo em liberdade.

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Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022.

Reprodução TV Justiça

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Ele está detido na Vila Militar, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Reprodução TV Justiça

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O general é o primeiro oficial de quatro estrelas a ser preso desde o fim do regime militar.

Reprodução TV Justiça

Contexto da Prisão

Braga Netto foi preso preventivamente em dezembro de 2024, em um desdobramento das investigações da Polícia Federal, que apura sua suposta participação em um esquema para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As investigações sugerem que o general pode ter contribuído para financiar ações ilegais visando manter Jair Bolsonaro no poder.

Entre os indícios levantados, está a alegação de que ele teria entregado dinheiro em espécie a envolvidos, possivelmente em uma sacola de vinho — um detalhe revelado na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Bolsonaro.

Atualmente, Braga Netto está detido na Vila Militar, uma unidade destinada a oficiais das Forças Armadas ainda não condenados. Ele se destaca por ser o primeiro general de quatro estrelas a ser preso desde a redemocratização do Brasil.

A defesa do General

Em seu depoimento ao STF, Braga Netto negou qualquer associação a tentativas de golpe e reafirmou seu compromisso com a democracia. Ele também refutou alegações de fraude nas eleições de 2022, julgando os atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro de 2023 como “um absurdo”, contundentemente declarando: “Aquilo foi vandalismo puro”. O general ainda destacou sua participação em missões internacionais como um reflexo de seu compromisso com os princípios democráticos que defende.

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