Vereador de Salvador alega racismo e corre risco de ser cassado

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CÂMARA DE SALVADOR

“Um parlamentar confessou que tem medo de sentar ao meu lado”, desabafou

Por Redação

20/06/2025 – 17:12 h

Vereador Hamilton Assis (PSOL) em sessão legislativa na Câmara de Salvador

Vereador Hamilton Assis (PSOL) durante sessão na Câmara de Salvador –

O vereador Hamilton Assis (PSOL) denuncia estar sendo alvo de racismo na Câmara Municipal de Salvador (CMS). Ele é um dos parlamentares mencionados por supostamente organizar a invazão de servidores ao Centro de Cultura durante a votação do reajuste salarial em 22 de maio.

Para Assis, as ofensas que recebe vão além de meras retaliações políticas e se assemelham a um ataque racista, com o objetivo de deslegitimá-lo e silenciá-lo através da associação a estereótipos negativos. “Na busca por desqualificação, fui chamado de drogado e mentiroso. Até um colega admitiu sentir medo de se sentar ao meu lado. Estou sendo atacado pelo que eu represento, e sei que essa ferramenta de violência verbal reflete o racismo que ainda persiste em nossa sociedade”, desabafou.

O vereador enfrenta agora uma representação que pode culminar em sua cassação. Na última sessão, realizada no dia 17, a Câmara instalou o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para examinar a situação.

Em resposta, Assis reafirmou: “Não nos calarão. O nosso mandato é socialista, popular e sempre ao lado do povo.”

Contexto da Invasão

No mesmo evento que levantou a questão, os vereadores Sidninho (PP) e Maurício Trindade (PP) foram hostilizados por sindicalistas durante a sessão extraordinária que discutia o reajuste salarial dos servidores do município. A situação escalou e culminou em agressões, onde Maurício se envolveu em uma luta corporal e Sidninho foi mordido no braço durante a confusão.

Controvérsias Passadas

Essa não é a primeira polêmica envolvendo o vereador Assis. Em fevereiro, ele usou suas redes sociais para acusar o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), de discriminação ao excluir seu partido das negociações sobre a composição das comissões temáticas. “Estamos sendo marginalizados pelo presidente. Ele ignora nossos apelos e isso vai contra os interesses da população que representamos”, criticou.

Depreendendo a importância dessas questões, Assis afirmou: “Decisões que não consideram experiência e legitimidade prejudicam todo um sistema que deveria funcionar em benefício da sociedade.”

Essa situação instiga um debate fundamental que vai além da política: como ainda lidamos com a questão do racismo em diferentes esferas da sociedade? Qual é o papel dos representantes em combater essas injustiças? Convidamos você a compartilhar suas ideias e reflexões nos comentários!

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