Bola de Neve: Justiça arquiva inquérito aberto após acusações de Denise Seixas

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A Justiça de São Paulo encerrou o inquérito que investigava membros do conselho deliberativo da Igreja Bola de Neve, em decorrência de acusações de desvio de recursos e fraudes administrativas. As alegações, feitas por Denise Seixas, viúva do fundador da instituição, Rinaldo Pereira Seixas, surgiram após sua morte trágica em um acidente de moto em novembro de 2024.

Em 24 de junho, o juiz Tobias Guimarães Ferreira proferiu a decisão, aceitando o parecer do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que já havia recomendado o arquivamento do caso em junho, com base nas informações fornecidas pela Polícia Civil. O relatório final da investigação, datado de 5 de junho, não encontrou evidências de irregularidades financeiras que comprometessem a igreja.

O diretor financeiro Everton Cesar Ribeiro foi mencionado nas investigações por supostas irregularidades na gestão. Contudo, o promotor Cláudio Cavallini esclareceu que o fato de Ribeiro contratar uma empresa com vínculos familiares não caracterizava, por si só, um crime. Ele enfatizou que quaisquer disputas sobre a administração financeira deveriam ser tratadas internamente ou, se necessário, na esfera cível.

As acusações de Denise Seixas surgiram em um contexto de disputa pelo controle da igreja após a perda de seu marido. Ela afirmou que o conselho deliberativo estava comprometendo a credibilidade da instituição. No entanto, Denise acabou recuando e abandonando o processo, embora a polícia tenha continuado suas investigações. Em janeiro, foi reconhecida como presidente interina, mas renunciou ao posto em fevereiro após um acordo com os dirigentes.

A Igreja Bola de Neve expressou sua satisfação com o arquivamento do inquérito, reafirmando seu compromisso com a transparência e a legalidade. “Nossas contas são sempre avaliadas por auditorias independentes”, destacaram em um comunicado. O advogado da igreja, Aristides Zacarelli Neto, reforçou que a decisão judicial confirma a lisura das atividades da instituição, que conta com mais de 500 templos no Brasil e arrecada cerca de R$ 250 milhões anualmente.

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