UE aprova “uma das rodadas mais severas” de sanções contra a Rússia

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A União Europeia (UE) firmou um novo acordo, a 18ª rodada de sanções contra a Rússia, como resposta à guerra na Ucrânia. As medidas visam atingir diretamente a indústria de petróleo e energia russa, e a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que este é um dos pacotes mais severos já estabelecidos.

Uma das principais diretrizes do acordo reduz o teto de preços do petróleo russo para US$ 47,60 por barril, um valor significativamente abaixo do preço internacional, que gira em torno de US$ 70. “Estamos determinados a aumentar os custos da guerra, tornando a cessação da agressão a única opção para Moscou”, complementou Kallas.

Este pacote abrange ainda a proibição de transações ligadas ao gasoduto russo Nord Stream e afeta profundamente o setor financeiro russo. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou sua satisfação com o acordo, destacando que estão atacando os pilares da máquina de guerra russa.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, também celebrou a nova rodada de sanções, ressaltando a importância do papel europeu em pressionar Vladimir Putin por um cessar-fogo. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reconheceu que as sanções chegam em um momento oportuno para o país.

No contexto mais amplo da guerra, os Estados Unidos também estão se mobilizando. O embaixador americano na Otan, Matthew Whitaker, anunciou que estão acelerando o envio de armas para a Ucrânia, incluindo a possibilidade de venda de sistemas de defesa aérea Patriot. “Estamos avançando rapidamente, mas não posso garantir um cronograma exato para a entrega”, informou.

O general Alexus Grynkewich, da Otan, confirmou que já se encontra em fase preparatória para o envio desses sistemas. Além disso, o presidente Donald Trump, em colaboração com o secretário-geral da Otan, apresentou um projeto para que aliados europeus e o Canadá adquiram armas americanas, incluindo os sistemas Patriot.

Embora países como Alemanha, Noruega e Dinamarca tenham se mostrado dispostos a participar, a logística de entrega das armas rapidamente à Ucrânia permanece um desafio. O embaixador americano assegurou que os EUA não comprometerão sua posição estratégica e estão em contato constante com os aliados para garantir uma resposta eficaz e coordenada à situação urgente no campo de batalha ucraniano.

Agora, queremos saber sua opinião sobre estas sanções. O que você acha que será o impacto delas na guerra na Ucrânia? Comente abaixo!

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