Bolsonaro expõe tornozeleira eletrônica em foto e gera repercussão

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POLÍTICA

Proibido de usar redes sociais, ex-presidente é fotografado ao lado de deputado aliado

Por Gabriela Araújo

21/07/2025 – 18:13 h

Jair Bolsonaro (PL) durante julgamento no STF

Jair Bolsonaro (PL) durante julgamento no STF –

No dia 21 de julho, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou a atenção ao exibir sua tornozeleira eletrônica em uma foto ao lado do deputado federal Maurício do Vôlei (MG). A imagem, compartilhada nas redes sociais do parlamentar, foi acompanhada por um desabafo sobre o equipamento, que ele considera uma “maior injustiça”.

O deputado mineiro expressou sua indignação em relação à medida imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), prometendo não desistir de lutar pelo Brasil.

A utilização da tornozeleira é resultado de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, autorizada após uma operação da Polícia Federal (PF), que investiga Bolsonaro por suspeitas de ataque à soberania nacional.

Medidas restritivas a serem cumpridas por Bolsonaro

  • Uso da tornozeleira eletrônica;
  • Permanência em casa das 19h às 7h;
  • Proibição de contato com seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros investigados;
  • Afastamento das redes sociais.

Como funciona a tornozeleira eletrônica

A tornozeleira eletrônica, que pesa 156g, possui uma bateria de 110g com duração de 24 horas. O usuário pode optar por ligá-la diretamente à tomada ou recarregar uma parte do dispositivo. É fundamental manter o equipamento ligado, pois desligá-lo pode levar à prisão. A correia é ajustada ao tamanho do tornozelo e a conexão por GPS é feita via fibra óptica.

Além disso, o dispositivo é à prova d’água, possui luzes de LED que indicam o status de funcionamento e vibra quando a bateria está baixa.

Acusações graves: plano golpista

Recentemente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Bolsonaro e outros sete réus, acusando-os de organizar uma tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente é considerado o principal articulador do plano, que incluía o assassinato de figuras políticas importantes, como o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin.

Documentos da PF relatam que Bolsonaro teve um papel direto e efetivo na orquestração do plano golpista, sendo apontado como “líder” de um grupo que pretendia abolir o Estado democrático de direito. Se condenados, os réus podem enfrentar penas que ultrapassam 40 anos de prisão, dependendo de agravantes ou atenuantes considerados.

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