Bahia vai ampliar oferta de remédios com base canabidiol por meio do SUS

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


SAÚDE

Prazo para implementação é até 16 de setembro, conforme aprovação da Assembleia Legislativa

Por Madson Souza

23/07/2025 – 6:00 h

SUS ampliará uso de remédios com base canabidiol

O SUS ampliará o uso de remédios com base em canabidiol. –

Este é um marco importante para a Bahia: até 16 de setembro, o Sistema Único de Saúde (SUS) irá expandir a oferta de medicamentos baseados em canabidiol, seguindo o Projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Publicada no Diário Oficial em 18 de junho, a medida tem um prazo de 90 dias para entrar em vigor. No entanto, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) ainda não formou o grupo responsável pela regulamentação.

A Sesab informa que a regulamentação está em andamento, mas não oferece uma data para a criação do grupo que desenvolverá os instrumentos operacionais da lei. Enquanto isso, os medicamentos à base de canabidiol são utilizados principalmente para tratar epilepsia refratária, com potencial para outras condições como dores crônicas, autismo, ansiedade e insônia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já relacionou mais de 40 patologias que podem ser tratadas com esses fármacos. Para Leandro Stelitano, presidente da Associação para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil (Cannab), é fundamental que a legislação abarque o maior número possível de doenças, superando a limitação atual de São Paulo, que contempla apenas três condições.

Desafios e Oportunidades

No entanto, Leandro alerta sobre a necessidade de uma gestão mais eficiente da cadeia produtiva para reduzir os custos. “O SUS não pode arcar com a distribuição de produtos importados. Precisamos de autonomia para cultivar e fabricar os medicamentos aqui”, afirma.

Evandro Mendonça, advogado especializado em cannabis medicinal, reforça que a lei atual não contempla a produção pelo SUS, o que aumenta os preços dos medicamentos. Sem permitir o cultivo local, o sistema torna-se dependente de fornecedores externos, limitando o acesso a um número maior de pacientes e tratamentos.

Greice Zago, gestora de projetos, compartilha sua experiência ao fornecer a seu filho, que enfrentava dificuldades devido a uma neurodivergência, um remédio à base de canabidiol. “Ele melhorou significativamente. Importar medicamentos é muito caro, e é crucial que essas opções estejam disponíveis pelo SUS para todos que precisam”, ressalta.

Leandro finaliza destacando a urgência de cumprir o prazo legal: “Pacientes com dificuldades financeiras não podem esperar. O tratamento com cannabis deve ser democratizado, proporcionando uma melhor qualidade de vida para todos.” Para acessar os medicamentos pelo SUS, será necessária a recomendação médica e a comprovação de que o paciente não tem condições financeiras de adquirir os fármacos.

“`

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...