Câmara de Salvador debate desapropriação de terreno da Graça para criação de praça pública

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Na última quinta-feira, a Câmara Municipal de Salvador se engajou em um debate crucial sobre a desapropriação de um terreno na Rua da Graça, nº 42. O Projeto de Lei nº 319/2023, proposto pelo vereador Hélio Ferreira (PCdoB), visa transformar o espaço, atualmente utilizado como estacionamento durante o Carnaval e na Feira da Fraternidade, em uma praça pública de uso permanente.

O encontro foi dirigido pelo vereador Carlos Muniz (PSDB) e contou com a contribuição de diversos outros vereadores, entre eles Sidninho (PP), Maurício Trindade (PP) e Omarzinho Gordilho (PDT). Muniz expressou seu apoio ao projeto, mas levantou preocupações sobre um novo empreendimento que estaria sendo construído na área, solicitando estudos de impacto que considerem o trânsito e o meio ambiente. Ele ressaltou que o bairro da Graça já sofre com congestionamentos frequentes e que a introdução de quatro torres residenciais e um centro comercial poderia exacerbar essa situação, especialmente para os moradores mais idosos.

Sidninho, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, sugeriu a realização de uma nova audiência para a apresentação de estudos técnicos detalhados. Por sua vez, Claudio Tinoco elogiou a relevância do debate, observando que o terreno permanece inutilizado grande parte do ano. Contudo, Omarzinho Gordilho e Maurício Trindade se manifestaram contra a desapropriação, argumentando que as obras já estavam em andamento e algumas unidades haviam sido comercializadas. Gordilho destacou o impacto jurídico desta medida, enquanto Trindade defendeu a conclusão do empreendimento existente, sugerindo que a discussão deveria ter sido realizada antes do início da construção.

Para garantir que a população esteja atenta ao andamento do projeto, a Câmara notificou o cartório de registro de imóveis local sobre a proposta. É importante notar que o autor do projeto não pôde comparecer à audiência, pois estava participando de um congresso sobre mobilidade urbana fora de Salvador.

E você, o que pensa sobre essa proposta? Acredita que a transformação do terreno em uma praça pública é benéfica para a comunidade? Compartilhe seus pensamentos e contribua para esta discussão vital!

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