O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz revela que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 aumentou no Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Paraíba. Apesar desse aumento, ainda não houve um impacto significativo nas hospitalizações. A análise abrange o período de 17 a 23 de agosto.
Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressalta a importância da vacinação para a proteção da população. Segundo ela, estar imunizado é fundamental para evitar casos graves e morte pela doença.
A especialista destaca que os grupos de risco precisam verificar sua situação vacinal.
“Pedimos que os grupos de risco verifiquem se estão em dia com a vacinação contra o vírus. Os idosos devem receber doses de reforço a cada seis meses, enquanto imunocomprometidos, que também são grupos de risco, precisam de reforço uma vez ao ano”, afirma Portella.
SRAG em Números
De acordo com o boletim, o crescimento dos casos de SRAG no Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás afeta principalmente crianças e adolescentes de dois a 14 anos. A alta pode ser impulsionada pelo rinovírus, especialmente em São Paulo, onde o avanço é acentuado.
No Amazonas, o aumento ocorre entre crianças pequenas e é atribuído ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), sendo esse o único estado que ainda mostra crescimento de SRAG por VSR.
A pesquisa identificou que duas capitais estão em nível de alerta ou risco elevado para SRAG: Cuiabá (MT) e Manaus (AM). Não só isso, mas nas últimas duas semanas, essas cidades mostraram aumento na tendência de SRAG a longo prazo.
Em 2025, foram notificados 163,9 mil casos de SRAG, com 53,5% tendo resultado positivo para algum vírus respiratório. Entre os positivos, 24,6% eram de influenza A, 1,1% de influenza B, 45,1% de vírus sincicial respiratório, 44,8% de rinovírus e 11,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Covid-19: Cenário Atual
O Brasil se encontra em um momento de atenção quanto à Covid-19. Um boletim do Instituto Todos pela Saúde indica que, até 16 de agosto, houve oito semanas consecutivas de aumento nos casos confirmados da doença. A elevação foi observada em todas as faixas etárias, com maior impacto entre adultos de 30 a 59 anos. O Distrito Federal teve a maior taxa na última semana, com 19%, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo, ambos com 18%.
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