OAB e JusRacial lançam curso inédito sobre protocolo para julgamento com perspectiva racial

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o JusRacial anunciaram hoje, 1º de setembro, em Brasília, o curso “Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial: Teoria e Prática”. Este curso inédito é voltado para a formação de advogados, magistrados e operadores do Direito em todo o país, com o objetivo de alcançar 1,5 milhão de profissionais. A iniciativa visa promover uma atuação jurídica mais qualificada e proativa.

O evento de lançamento ocorrerá no Auditório José Paulo Sepúlveda Pertence, na OAB/DF, das 14h às 16h. Durante o evento, será apresentado o livro “Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial – Teoria e Prática, Vol. I”, do advogado Dr. Hédio Silva Jr., um dos principais nomes na luta pela igualdade racial e defesa das religiões afro-brasileiras. Publicado pela Emó Editora, o livro traz diretrizes para que as decisões judiciais considerem a perspectiva racial, alinhando-se ao princípio da erradicação do racismo. Esta obra é fruto de mais de três décadas de dedicação do autor a casos relevantes de racismo e intolerância religiosa.

Dr. Hédio Silva Jr. destacou a importância do curso ao afirmar que ele é essencial para garantir imparcialidade e igualdade racial nas decisões judiciais. “Incorporar a perspectiva racial nos julgamentos é romper com sentenças que perpetuam estereótipos, como a ideia de que um jovem negro é traficante por portar uma pequena quantidade de droga”, disse ele, referindo-se a um reconhecimento do STF sobre estereótipos raciais na atuação de instituições. Para o jurista, sem essa perspectiva, não é possível alcançar justiça plena.

Patricia Crepaldi, CEO da Emó Editora, elogiou a publicação ao afirmar que ela contribui para dar visibilidade a autores que amplificam o debate sobre direitos humanos. “Estamos felizes em contar com Dr. Hédio como autor. Seu trabalho é uma inspiração para jovens que desejam seguir carreiras na literatura e no Direito”, completou.

E você, o que pensa sobre a importância da perspectiva racial nos julgamentos? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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