Otto Alencar critica aprovação da PEC da Blindagem e promete atuar contra avanço no Senado: “Falta de cerimônia”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O senador Otto Alencar (PSD) se manifestou após a aprovação da chamada “PEC da Blindagem” em primeiro turno na Câmara dos Deputados, na noite de terça-feira (16). Em entrevista ao Bahia Notícias, Otto, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, prometeu lutar contra a proposta na Casa Legislativa.

Acompanhado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), ele descreveu a PEC como uma “falta de cerimônia” e se mostrou opositor fervoroso à sua aprovação. A proposta impede que congressistas sejam investigados e julgados criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), exigindo votação secreta para autorizar tais investigações.

“É inacreditável que a Câmara Federal tenha aprovado essa proposta. Essa blindagem serve apenas para proteger deputados e senadores que erraram em sua trajetória pública. Sou totalmente contra essa emenda constitucional. Muitos podem achar que isso é desrespeito ao povo brasileiro, e não permitir que passe em meu voto”, criticou o senador.

WhatsApp%20Image%202025 09 16%20at%2021.33.44.
Foto: Luís Carlos Campos Sales

Otto Alencar também destacou que se articulará para barrar a proposta no Senado, caso avance para o segundo turno na Câmara. Ele reiterou que a legislação visa “limitar os poderes” e deve aplicar-se a todos, independente da classe social.

“Trabalharei contra isso. Quererem escolher cidadãos da classe A, que é a classe política, enquanto todos os outros ficam subordinados à lei, é inaceitável. A lei existe para circunscrever o poder de todos, incluindo o meu e o do governador. Se a Câmara seguir com essa PEC absurda, nós agiremos no Senado para derrotá-la”, afirmou Otto.

O resultado na Câmara foi de 353 votos a favor e 134 contrários à PEC. Agora, os deputados analisam os destaques apresentados ao projeto.

Os parlamentares já votaram o parecer do deputado Claudio Cajado (PP), que fez modificações na proposta original apresentada pelo atual ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA). O texto impede que deputados e senadores sejam investigados ou julgados criminalmente, a menos que a Câmara ou o Senado autorizem, sendo necessária uma votação secreta com maioria absoluta.

Além disso, o Senado e a Câmara terão 90 dias para votar após o pedido do STF para investigar.

E você, o que acha dessa proposta? Comente e compartilhe sua opinião sobre os desdobramentos dessa situação.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Gandhy, Daniela, Parangolé e Kannário: Confira a programação completa do Carnaval de Salvador nesta segunda

Salvador mergulha na folia: hoje, a Barra-Ondina recebe o tapete branco e azul do Carnaval, com os Filhos de Gandhy entre os principais...

Segundo dia de Carnaval em SP arrastou crianças e adultos para a folia. Vídeo

O segundo dia oficial do Carnaval paulistano foi marcado pelo calor intenso, com temperaturas acima de 30 graus. Foliões adotaram estratégias simples para...

Banjo Novo transforma Pelourinho em roda de samba no domingo de Carnaval

Banjo Novo faz edição especial de samba no Carnaval de Salvador, no Largo do Pelourinho A banda Banjo Novo, que realiza um projeto mensal...