Colômbia e Venezuela denunciam presença militar ‘desmedida’ dos EUA no Caribe e pedem à ONU que investigue ataques

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A tensão no Caribe aumenta com a recente mobilização militar dos Estados Unidos na região. Washington enviou uma frota de oito navios e um submarino de propulsão nuclear, com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas. No entanto, desde o início de setembro, três embarcações foram destruídas, resultando na morte de 14 pessoas, segundo informações do presidente Donald Trump.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, denunciou essa ação como “crimes contra a humanidade” e solicitou à ONU que investigue os ataques. Ele afirmou que o uso de mísseis contra lanchas de pescadores indefesos é inaceitável e merece atenção internacional. Em declaração, Saab disse: “Esses atos precisam ser investigados pela ONU”.

O chanceler da Venezuela, Yván Gil, também fez um apelo ao Conselho de Segurança da ONU pedindo o fim imediato das operações militares dos EUA. Gil argumentou que as ações fundamentaram em assassinatos extrajudiciais, com a intenção de criar um clima de terror entre os pescadores e a população.

Além disso, a chanceler da Colômbia, Rosa Villavicencio, expressou preocupação com a presença militar “desmedida” dos EUA, afirmando que isso não está relacionado ao combate ao narcotràfico. Villavicencio disse que o país está alarmado com as potenciais consequências para a soberania da região.

A situação coloca a relação entre os Estados Unidos e seus aliados da América Latina em uma posição delicada, especialmente à medida que ações militares são intensificadas perto da Venezuela. Moradores e autoridades na região seguem atentos ao desenrolar desse conflito, sem saber quais serão os próximos passos.

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