“A história do Brasil e a do Martagão se entrelaçam”, diz gestor do hospital

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O Hospital Martagão Gesteira, localizado em Salvador, celebra 60 anos de atuação com um registro histórico importante. A instituição, reconhecida por seu atendimento pediátrico de alta complexidade, é administrada pelo cirurgião pediátrico Carlos Emanuel Rocha de Melo, que está ligado à organização há 25 anos. Ele acaba de lançar o livro “O Hospital da Minha Vida”, que narra sua trajetória pessoal e a história do Martagão.

Carlos disse que a motivação para escrever o livro surgiu da admiração das pessoas que visitam o hospital. Ele percebe que muitos desconhecem o trabalho realizado ali e decidiu compartilhar tanto a experiência dentro da instituição quanto uma análise sobre a saúde pública no Brasil, a importância do terceiro setor e os desafios enfrentados pelos hospitais filantrópicos.

“Defendo que essas instituições são essenciais para a sociedade civil, permitindo que diferentes segmentos pratiquem o altruísmo”, resumiu ele. Os direitos autorais do livro foram doados ao hospital. A obra, ilustrada por Elano Passos, será lançada no próximo mês e faz parte das comemorações dos 60 anos do Martagão, que realiza mais de 500 mil atendimentos anuais em 27 especialidades médicas.

Qual é a importância de um livro para divulgar a história do Martagão? Carlos explicou que muitos visitantes expressam vontade de conhecer melhor a instituição após suas visitas. A narrativa do livro entrelaça a história do hospital com a sua própria. Ele refere-se à Liga Álvaro Bahia, fundadora do hospital, que leva o nome de seu idealizador e cujos esforços foram fundamentais para a criação do Martagão. O livro ainda aborda temas como filantropia no Brasil e os primeiros movimentos sanitários que culminaram na criação do SUS.

“O meu foco é dar voz à história de um hospital construído coletivamente por baianos e para baianos”, destacou Carlos. A trajetória do Martagão Gesteira reflete a luta por assistência pediátrica e a relevância da filantropia na saúde.

O processo de produção do livro foi rápido. Escrito entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, Carlos já tinha várias ideias em mente. Ele explica que, apesar do tempo curto da escrita, a revisão e a edição foram mais demoradas. O lançamento está programado para coincidir com o Dia das Crianças, uma data simbólica para o hospital.

A história do Martagão se entrelaça com momentos críticos, incluindo dificuldades financeiras e desafios operacionais. Desde sua fundação até os dias atuais, o hospital enfrentou ameaças de fechamento, mas sempre encontrou formas de se reerguer. Carlos destaca: “Estamos aqui para cuidar das crianças que mais precisam, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.”

O livro não apenas revisita o passado, mas também traça um caminho para o futuro. Na última parte, Carlos analisa as estratégias adotadas para garantir a continuidade do hospital. Ele também discute a necessidade de fortalecer o SUS e a importância do apoio governamental para instituições como o Martagão Gesteira.

“Convido o leitor a refletir sobre como o Brasil deve valorizar o terceiro setor na saúde. Esse livro é uma defesa da importância das instituições filantrópicas e da necessidade de um olhar mais cuidadoso por parte da sociedade”, conclui Carlos.

E você, o que acha sobre o papel do Hospital Martagão Gesteira na saúde pública da Bahia? Compartilhe suas opiniões e interaja conosco nos comentários. Sua voz é importante!

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