Família de inocente morto por PM pede prisão por coação de testemunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A família do marceneiro Guilherme Dias Santos, que foi baleado na cabeça enquanto corria para pegar um ônibus em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, solicita que o policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida seja preso novamente. O motivo é a preocupação com a possível intimidação da única testemunha do caso.

O policial ficou detido por menos de duas semanas no final de agosto, mas foi liberado por decisão do desembargador Marco de Lorenzi, da 14ª Câmara de Direito Criminal. O magistrado alegou que os argumentos para a prisão preventiva não eram suficientemente fundamentados.

No novo pedido de prisão, feito na última terça-feira (23/9), os advogados da família afirmam que a testemunha, colega de trabalho de Guilherme, hesitou em seu primeiro depoimento porque se sentiu coagido pelos policiais. Segundo os advogados, ele assinou um documento para ser liberado, o que demonstra a pressão sofrida.

Somente em seu segundo depoimento, a testemunha contradisse a versão do PM, afirmando que não houve nenhum roubo na área e que não viu movimentos suspeitos antes do disparo que atingiu Guilherme. Ele relatou que caminhava ao lado do marceneiro no momento do incidente, quando ouviu o tiro e viu Guilherme cair. Na sequência, o policial se aproximou e perguntou onde estava a arma.

Os advogados também ressaltam que, com medo de represálias, a testemunha foi demitida por justa causa e mudou de endereço. Eles afirmam que “fatos novos e contemporâneos” justificam a prisão do policial, pois a liberdade dele comprometeria a coleta de provas e representaria risco à integridade da testemunha.

Na denúncia, apresentada em 14 de agosto, o promotor Everton Luiz Zanella afirma que Fábio agiu de forma inadequada ao matar Guilherme, que apenas corria para casa após um dia de trabalho. O promotor destacou que o PM disparou três vezes, atingindo também outra pessoa e colocando em risco a vida de quem estava na rua.

Zanella descreveu a situação como inaceitável e enfatizou que Guilherme nunca poderia imaginar que seria alvejado ao voltar para sua família.


Relembre o caso do PM que matou o marceneiro

  • O crime ocorreu na noite de 4 de julho, na Estrada Turística de Parelheiros.
  • Guilherme Dias Santos, de 26 anos, foi morto por um tiro disparado pelo policial Fábio Anderson Pereira de Almeida.
  • Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o PM reagiu a uma tentativa de roubo e disparou contra suspeitos.
  • Guilherme, que estava apenas indo para um ponto de ônibus, não tinha relação com o ocorrido.
  • Após o incidente, Almeida foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas liberado no mesmo dia após pagar fiança de R$ 6,5 mil.
  • A investigação apontou contradições no depoimento do policial.
  • Em 14 de agosto, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra o PM, pedindo sua prisão preventiva e a anulação da fiança.

Vídeo mostra jovem saindo do trabalho

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Guilherme marcou seu ponto no trabalho às 22h23, apenas alguns minutos antes de ser morto pelo policial militar.

Veja:

Esse caso levanta importantes questões sobre a atuação da polícia e a segurança dos cidadãos. O que você pensa sobre a situação? Deixe sua opinião nos comentários.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Carla Perez se desculpa por subir nas costas de segurança durante trio. Vídeo

Carla Perez se desculpou após um episódio ocorrido na despedida do trio Algodão Doce, em Salvador. No fim de semana, a cantora foi...

Ex-BBB, Diogo Pretto relembra polêmicas, afirma que não venceria edição atual e pede que público não vote com perfil “Criança Esperança”

O dançarino e coreógrafo baiano Diogo Pretto comentou a atual edição do Big Brother Brasil (BBB) durante entrevista ao Bahia Notícias, realizada nesta...

Policiais se vestem de Minions e prendem 4 em blocos de Carnaval de SP

Descrição para SEO: Polícia civil de São Paulo usou disfarces de Minions durante o Carnaval de rua para prender suspeitos, com prisões por...