Saiba como a cultura chicana, dos EUA, conquistou japoneses

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Carros rebaixados, tatuagens em espanhol e delineador bem marcado. Assim se expressam os chicanos, norte-americanos de ascendência mexicana que celebram sua cultura por meio de um estilo de vida único. Com raízes que remontam à década de 1960, o movimento chicano não apenas combateu o racismo, mas também ganhou força entre grupos no Japão, formando uma nova subcultura.

Chicanos em protesto
Chicanos em protesto em San Diego, Califórnia

Raízes da Cultura Chicana

A cultura chicana surgiu como uma resposta ao racismo sofrido pelos mexicanos nos EUA. O movimento buscava empoderar os moradores, permitindo que abraçassem a identidade e a visão de mundo do México enquanto viviam na América.

A conexão da cultura chicana com o Japão começou entre o final dos anos 1980 e o início dos 1990. Revistas norte-americanas que chegavam aos colecionadores japoneses apresentavam o movimento, atraindo a atenção para os carros personalizados, o “Spanglish” e as roupas de streetwear.

A Chegada no Japão

Durante os anos 1990, o Japão ainda carregava expectativas tradicionais sobre gênero, mas a introdução da cultura chicana trouxe novas possibilidades de expressão, especialmente para mulheres. O uso de batom vibrante e tênis da Nike tornou-se uma forma de ousadia.

Mulher vestida com casaco preto
O streetwear é uma estética marcante na cultura
Duas mulheres em frente a um carro
Maquiagens e roupas adaptadas na cultura chicana

Debates sobre Apropriação Cultural

Apesar da referida conexão, há um debate sobre a apropriação cultural. Alguns chicanos expressam preocupação, especialmente em relação à representação religiosa. A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, por exemplo, simboliza devoção católica, mas é usada por muitos que não se identificam com a fé.

Altar de Nossa Senhora de Guadalupe
Altar de Nossa Senhora de Guadalupe
Parede com arte mexicana
Altar em celebração ao Dia de Los Muertos

Confira o videoclipe de MoNa, que mostra com riqueza de detalhes os elementos dessa subcultura:

O que você acha dessa troca cultural? Deixe sua opinião nos comentários e vamos discutir juntos!

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