María Corina Machado, líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela, foi anunciada como ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2025. O comitê norueguês divulgou a notícia em Oslo, destacando que ela foi reconhecida por “seus esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela”.
Aos 58 anos, Machado se torna a 20ª mulher a receber este prestigiado prêmio. Desde 2024, quando foi barrada de concorrer às eleições presidenciais, ela tem contestado amplamente os resultados do pleito de julho, marcado por falta de transparência e que garantiu a reeleição de Maduro sem evidências concretas.
Reconhecida como um exemplo de coragem civil na América Latina, María Corina vive em condições difíceis em seu país e já enfrentou detenções. Em sua primeira declaração após a vitória, dedicou o prêmio ao povo venezuelano e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo: “Dedico este prêmio ao sofrimento do povo venezuelano e ao presidente Trump por seu apoio decisivo à nossa causa”. Para ela, esta conquista representa um impulso para a resistência contra o governo de Maduro.
Apesar da homenagem a Trump, a Casa Branca não fez uma declaração oficial sobre a vitória de Machado. O governo dos Estados Unidos esperava que Trump fosse o ganhador do Nobel da Paz, e o próprio presidente declarou que merecia a honraria por suas iniciativas na resolução de conflitos globais.
Em resposta ao resultado, o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, comentou que “o comitê do Nobel provou que coloca a política à frente da paz”.
María Corina também enviou uma carta pública ao povo da Venezuela, onde não mencionou Trump. Em sua mensagem, ela expressou:

Foto: Reprodução / G1
“Com profunda gratidão, aceito a honra de receber o Prêmio Nobel da Paz, que o comitê norueguês me confere, e que recebo em nome do povo da Venezuela, que tem lutado pela sua liberdade com coragem, dignidade, inteligência e amor admiráveis.”
“Este respaldo imenso mostra que a cidade democrática mundial entende e compartilha da nossa luta. É um firme chamado para que a transição para a democracia na Venezuela se concretize de forma imediata.”
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