Como carta de menina de 13 anos levou à prisão de Capitão Hunter

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O youtuber João Paulo Manoel, conhecido como Capitão Hunter, de 45 anos, foi preso nesta quarta-feira (22/10) por suspeita de exploração sexual infantil. Ele foi capturado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com o apoio da polícia de São Paulo, em Santo André, no ABC paulista. O mandado cumpre acusações de estupro de vulnerável e produção de conteúdo pornográfico infantil.

Uma carta escrita à mão por uma menina de 13 anos, enviada ao Ministério Público do Rio de Janeiro, deu início à investigação contra o youtuber.

Na carta, a menina relata como a conversa entre eles, que começou sobre Pokémon, evoluiu para uma troca de fotos íntimas. Ela menciona que ele pediu que mostrasse uma parte íntima de seu corpo.


Quem é o youtuber

  • Capitão Hunter se destacou no universo gamer, com uma carreira digital voltada principalmente para o público infantil.
  • Com cerca de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, João Paulo se apresentava como um entusiasta da famosa franquia de jogos e animações, atraindo criançãs e adolescentes.
  • Ele publicava vídeos sobre Pokémon, participava de eventos e mantinha uma relação próxima com os fãs.
  • Além disso, administrava uma loja virtual com produtos relacionados ao tema.

A menina descreveu na carta: “Ele falou para eu mostrar a parte íntima [bunda] e eu mostrei pensando que era brincadeira. Aí quando ele me mostrou a dele eu me assustei. Desliguei o celular e comecei a chorar.” Em mensagens trocadas, o youtuber reconheceu que a menina era menor de idade, afirmando: “Isso não muda nada”.

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Prisãodo youtuber

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (SSP-RJ), João Paulo é investigado por crimes envolvendo uma menina e um menino, com quem teve contato por meio de redes sociais e eventos. Uma das vítimas, a menina de 13 anos, conheceu-o em um evento em um shopping e depois começaram a interagir online. O youtuber prometeu apoio à trajetória de jogo dela, mas passou a pedir conteúdos de cunho sexual, como fotos íntimas, em troca de produtos da franquia.

A polícia confirmou que ele enviou fotos inapropriadas para a menina e que as conversas gravadas por ela corroboraram seu comportamento. O mesmo homem teria abordado um menino de 11 anos de maneira semelhante.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e realizaram quebra de sigilo de dados. Todos os aparelhos eletrônicos apreendidos passarão por perícia.

Veja o momento da prisão:

Este caso mobiliza a atenção de todos e mostra a importância de comunidades se unirem na proteção das crianças. O que você pensa sobre esse assunto? Compartilhe suas opiniões e vamos conversar sobre isso!

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