Vice da CPMI do INSS: “Fui ameaçado para interromper as investigações”

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O vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), revelou nesta quarta-feira (5/11) ter sido ameaçado para interromper as investigações da comissão. Após registrar um boletim de ocorrência, ele compartilhou as informações em suas redes sociais.

Duarte Jr. acusou o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA) de ter enviado mensagens ameaçadoras. Araújo é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma das organizações envolvidas na Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em benefícios do INSS entre 2019 e 2024.

“Quando assumi a vice-presidência da CPMI do INSS, sabia que não seria fácil enfrentar criminosos poderosos que roubam de pessoas em situação de vulnerabilidade. Nas últimas horas, fui ameaçado e constrangido a interromper as investigações. Já registrei a ocorrência na Polícia Legislativa Federal e estou requerendo proteção imediata para minha família”, afirmou Duarte.

No boletim de ocorrência, Duarte relata que Araújo enviou uma mensagem com uma “ameaça de morte”. A mensagem foi vista por Duarte dentro da Câmara, o que transfere a responsabilidade da investigação para a Polícia Legislativa Federal.

De acordo com o que foi divulgado, as capturas de tela da conversa revelam que Edson Araújo afirmou a Duarte que eles “ainda iriam se encontrar”. Quando questionado se isso constituía uma ameaça, Araújo confirmou e, em resposta ao questionamento de Duarte sobre o que ele faria, Araújo disse: “Você vai saber”.

Confira a publicação:

“Quando assumi a vice-presidência da CPMI do INSS, sabia que não seria fácil enfrentar criminosos poderosos que roubam de pessoas em situação de vulnerabilidade. Nas últimas horas, fui ameaçado e constrangido a interromper as investigações.” – Duarte Jr.

— Duarte Jr (@DuarteJr_) November 5, 2025

Pedido de proteção e escolta

Duarte Jr. solicitou ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma escolta para ele e sua família. Ele enfatizou a preocupação com a segurança familiar, afirmando: “Falo como pai, filho e marido. Minha família merece viver em paz. E é por eles que sigo firme.”

O desdobramento dessa situação levanta questões importantes sobre a segurança de quem atua em investigações sensíveis. O que você pensa sobre isso? Comente abaixo sua opinião.

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