Moradores do quilombo Quingoma pedem melhorias na Via Metropolitana após acidente

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Os moradores do quilombo Quingoma estão sofrendo com a falta de infraestrutura e manutenção na região da Via Metropolitana de Lauro de Freitas, que dá acesso ao Hospital Metropolitano. A falta de iluminação da estrada foi apontada como o principal causador de um acidente, que aconteceu no dia 6 de março. Um motociclista, ao tentar desviar de um pedestre na estrada, bateu no guard rail e perdeu a vida. A vítima estava indo encontrar sua esposa, que trabalha no hospital. Aos prantos, a esposa do motociclista gravou um vídeo fazendo um apelo aos órgãos responsáveis para que troquem as lâmpadas da via, para evitar novos acidentes.

 

Em denúncia ao Bahia Notícias, moradores do quilombo Quingoma informaram que vários protocolos foram abertos na Secretaria de Infraestrutura do município de Lauro de Freitas (Seinfra) e também na prefeitura, mas nenhum foi atendido. De acordo com os relatos, as estradas de acesso em péssimas condições, sem iluminação e nenhum tipo de asfaltamento tornariam o local inacessível para a passagem de veículos. A falta de estrutura e manutenção nas vias da região também facilita a prática de assaltos.

 

Foto: Reprodução

 

Questionada pelo Bahia Notícias, a Seinfra alegou que a responsabilidade pela Via Metropolitana é do órgão do estado. “Fiscalizamos e cobramos sempre que percebemos alguma irregularidade, porém a responsabilidade legal para solucionar ou intervir na via é de exclusividade da Seinfra do governo do estado”, diz o órgão municipal.

 

A Via Metropolitana começa em Salvador, passa por Lauro de Freitas e segue por Camaçari até sair na BA-099. Com pedágio de R$ 4,90 cobrado pela Concessionária Bahia Norte (CBN), os moradores do Quingoma pagam a taxa para ter acesso à Associação Agrícola Novo Horizonte, que fica no outro lado da via.

 

Em nota, a CBN defende que a via está desde janeiro deste ano em recomposição de infraestrutura do sistema de iluminação, comprometido com recorrentes furtos, vandalismos nos equipamentos operacionais e materiais como disjuntores, condutores elétricos e transformadores de energia. Segundo a concessionária, com intuito de inibir as ações criminosas, foram registrados boletins de ocorrência, além de ter sido solicitado o apoio do poder público para intensificar o policiamento na área.

 

 

 

Já a via Santo Amaro de Ipitanga, antiga Rua Djanira, está passando por obras de responsabilidade da Conder, como parte do conjunto de obras do Hospital Metropolitano. Em nota, a Conder informou que está executando obras de pavimentação asfáltica e instalação de rede de drenagem de águas pluviais na rua, com previsão de término no primeiro semestre de 2022. Porém, a pasta aponta que atualmente, por conta das fortes chuvas, a obra foi desacelerada.

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