Brasília ??? O secretário-geral da Associação Internacional de Estudantes de Ciência Política na Ucrânia e morador de Okhtyrka (leste), Yehor Holivets, de 18 anos, se mostra pessimista em relação a um referendo proposto pelo presidente Volodymyr Zelensky. “Para um acordo de paz, acredito que a Crimeia deveria retornar à Ucrânia; e as tropas russas recusaram-se a sair de Donbass e de todo o país. Qualquer coisa além disso será apenas mais tempo para o inimigo acumular reservas e recomeçar a bombardear a população civil”, afirmou ao Estado de Minas. Por sua vez, o cientista político ucraniano Artem Oliinyk explicou que Zelensky considera necessário legitimar o acordo coletivo com o Kremlin, a fim de evitar divisões internas. “Apesar de ser uma decisão importante, não é inequívoca. Na Ucrânia, a lei proíbe referendos durante o regime da lei marcial, a qual deve se estender por pelo menos mais um mês”, opinou.
Ele considera difícil estipular quais temas Zelensky submeteria a uma consulta popular. Pela legislação nacional, questões destinadas a eliminar a independência da Ucrânia, a violar a soberania do Estado e a integridade territorial, ou a incitar o ódio étnico e racial não podem ser objeto de referendo. Outro entrave, segundo Oliinyk, é a possibilidade de os resultados serem questionados no âmbito jurídico. De qualquer forma, ele não acredita em um referendo antes de novembro.

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