O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou com um recurso nesta segunda-feira (10 de novembro) contra a decisão que absolveu sete réus ligados ao incêndio no Ninho do Urubu, ocorrido em fevereiro de 2019. O trágico episódio resultou na morte de dez atletas da base do Flamengo.
No recurso, apresentado à 36ª Vara Criminal, são apontadas as negligências cometidas pelo clube e pelos réus. Além disso, o MP pede que se reconheça a responsabilidade penal de alguns réus que não poderão mais ser punidos. O ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello é o único que se enquadra nesse pedido.
Réus absolvidos na última decisão:
- Antônio Marcio Mongelli Garotti, diretor-financeiro do Flamengo;
- Marcelo Maia de Sá, engenheiro civil e diretor-adjunto de Patrimônio do Flamengo;
- Claudia Pereira Rodrigues, diretora administrativa da Novo Horizonte Jacarepaguá;
- Danilo da Silva Duarte, engenheiro de Produção;
- Fabio Hilario da Silva, engenheiro eletricista;
- Weslley Gimenes, engenheiro civil;
- Edson Colman da Silva, sócio da Colman Refrigeração.
Réus com decisões favoráveis anteriormente:
- Luiz Felipe Almeida Pondé, engenheiro contratado, teve a denúncia do MPRJ rejeitada;
- Carlos Renato Mamede Noval, diretor da base do Flamengo, também teve a denúncia rejeitada;
- Marcus Vinicius Medeiros, monitor noturno, foi absolvido;
- Eduardo Carvalho Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, não foi absolvido, mas sua possibilidade de punição foi extinta pelo tempo e idade.
O recurso foi assinado pela promotora Ana Cristina Fernandes Villela, juntamente com outros promotores do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor e do Grupo de Atuação Especializada em Defesa da Integridade.
O juiz Tiago Fernandes de Barros, da 36ª Vara Criminal, alegou que a acusação do MP era genérica e contraditória, justificando a absolvição. A análise do recurso ainda não tem previsão de data para ocorrer.
Relembre o caso
Em 8 de fevereiro de 2019, um incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, causou a morte de dez jovens jogadores e feriu outros três. A causa inicial foi um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado que se espalhou rapidamente devido ao material dos contêineres onde os atletas estavam.
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