Advogada e funcionários da Caixa são alvo da PF por fraude em FGTS de jogadores

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Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Fake Agents, que investiga um esquema de saques fraudulentos do FGTS envolvendo jogadores de futebol, ex-atletas e treinadores.

O esquema criminoso desviou cerca de R$ 7 milhões por meio de documentos falsos, com a participação de funcionários da Caixa Econômica Federal. Durante a operação, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Três deles foram em endereços de empregados da Caixa, nos bairros Tijuca, Ramos e Deodoro, e o quarto em uma agência do Centro da cidade, onde também foram identificadas movimentações suspeitas.

Advogada é apontada como líder

As investigações revelaram que uma advogada, que teve a carteira da OAB suspensa, liderava a operação fraudulenta. Segundo a Polícia Federal, ela utilizava contatos internos nas agências da Caixa para liberar irregularmente os valores do FGTS das vítimas, incluindo jogadores brasileiros e estrangeiros, além de treinadores.

As apurações mostraram que o grupo adotava um padrão de atuação: abria contas bancárias com documentos falsificados e realizava saques indevidos vinculados ao FGTS dos atletas, fazendo transferências em etapas para evitar rastreamento.

A investigação começou após um banco privado notificar a Polícia Federal sobre uma conta aberta com documentos falsos em nome de um jogador peruano, que recebeu cerca de R$ 2,2 milhões provenientes de saques irregulares.

A partir desse caso inicial, a PF identificou novas vítimas, com prejuízos totais que somam R$ 7 milhões.

Há suspeitas de que empregados da Caixa tenham colaborado ao agilizar ou autorizar movimentações que deveriam ser submetidas a protocolos de verificação rígidos. A Caixa está apoiando a investigação por meio de sua área de inteligência e segurança.

Os envolvidos poderão responder por falsificação de documento público, estelionato, associação criminosa e outros delitos que possam surgir durante a análise dos documentos e dispositivos apreendidos. A operação está sendo conduzida pela Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, no Rio de Janeiro.

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