Escola de SP acusa PMs de coação após pai policial reclamar de lição sobre cultura africana

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Um caso preocupante ocorreu na Zona Oeste de São Paulo, onde a Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Antônio Bento se viu no centro de uma polêmica. Um policial militar, acompanhado por três agentes armados, entrou na escola após um pai expressar sua indignação sobre uma atividade pedagogógica que discutia a cultura de matriz africana. Essa ação deixou funcionários, alunos e familiares em um estado de medo e constrangimento.

O pai, que é sargento da Polícia Militar, ficou alarmado ao encontrar um desenho da orixá Iansã, feito por sua filha de quatro anos, como parte de um projeto que se baseava no livro “Ciranda em Aruanda”. Antes mesmo de acionar a polícia, ele havia rasgado um mural com os trabalhos das crianças, demonstrando seu descontentamento.

A direção da escola havia convidado o pai para uma reunião do Conselho Escolar a fim de esclarecer a proposta pedagógica, mas ele não compareceu. Em vez disso, acionou a Polícia Militar, que não fazia parte da ronda escolar habitual. Uma funcionária da escola relatou ter sido coagida pelos policiais por cerca de 20 minutos, e os agentes chegaram a classificar o trabalho pedagógico como “ensino religioso”.

PM instaura procedimento para apurar conduta dos policiais

Em resposta ao incidente, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Militar abrirá uma investigação para apurar a conduta dos policiais envolvidos. As imagens das câmeras corporais também serão analisadas. A Secretaria Municipal de Educação ressaltou que a atividade em questão faz parte do currículo antirracista da rede de ensino, seguindo leis federais que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena.

Após a abordagem policial, moradores da região e a comunidade escolar se mobilizaram e organizaram um abaixo-assinado em apoio aos educadores da Emei Antônio Bento. O documento expressa preocupação e indignação com a atitude da polícia, além de pedir responsabilização ao pai da aluna por danos e pela chamada da PM, e uma investigação quanto ao possível abuso de autoridade dos policiais.

Uma manifestação em defesa da escola e do ensino antirracista está agendada para o dia 25 deste mês.

O que você acha sobre essa situação? Como você vê a relação entre educação e cultura nas escolas? Deixe sua opinião nos comentários!

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