‘Ego, confiança e cultura’: os três fatores que mais sabotam fusões e aquisições no Brasil

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O Brasil está passando por um momento intenso no mercado de fusões e aquisições, movimentando US$ 37 bilhões entre janeiro e setembro deste ano. No entanto, muitas empresas de médio porte, com faturamento de R$ 20 a R$ 150 milhões, ainda enfrentam dificuldades que podem comprometer seus negócios.

Rodrigo Baraldi, um especialista na área, destaca que o despreparo dessas empresas resulta em perdas significativas de valuation, travando negociações e, por vezes, inviabilizando acordos. Ele observa que empresários muitas vezes sentem a pressão de vender após receber uma proposta atrativa, mas entram nas negociações sem a devida preparação.

Durante o processo de auditoria, problemas geralmente surgem, como impostos mais altos do que o esperado e contingências não resolvidas. Baraldi explica que é comum o empresário descobrir, na fase de due diligence, que terá que arcar com custos que poderiam ter sido evitados.

Três Fatores que Podem Derrubar um Acordo

Baraldi aponta três aspectos principais que podem dificultar ou até quebrar uma negociação:

  • Ego do dono: Expectativas de valor que não correspondem à realidade da empresa.
  • Quebra de confiança: Discrepâncias entre relatórios e as informações passadas ao comprador.
  • Choque de cultura: Diferenças significativas entre as empresas envolvidas.

Ele acredita que não são apenas os números que podem comprometer uma fusão ou aquisição, mas também fatores intangíveis como ego, confiança e cultura organizacional.

Preparação é Fundamental

Baraldi recomenda um período de 18 meses para preparar uma empresa para a venda, permitindo realizar ajustes fiscais, organizar processos internos e definir indicadores financeiros. Ele compartilha um caso em que ajudou uma empresa a elevar seu valuation de R$ 68 milhões para R$ 92 milhões, após reestruturações que reduziram passivos fiscais de R$ 15 milhões para apenas R$ 1 milhão.

Com isso, as negociações puderam avançar com um retorno muito maior ao proprietário. A conclusão é clara: quanto mais cedo os empresários se prepararem, maior a chance de valorização e fechamento de acordos robustos.

Quais suas experiências com fusões ou aquisições? Você já passou por algum desafio nesse processo? Compartilhe suas opiniões e experiências nos comentários.

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