Um levantamento recente do Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (Ispe) revelou dados alarmantes sobre a presença da injúria racial na Bahia: foram mais de 1,2 mil casos registrados ao longo de 2024. Destes, 492 ocorreram apenas na capital, Salvador, que se destaca como a cidade mais negra do Brasil.
Esses números surgem na mesma semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a existência de racismo estrutural e violações significativas nos direitos humanos, apesar de algumas divergências sobre um possível “estado de coisas inconstitucional”.
Embora a Bahia apresente uma alta taxa de incidência de casos de racismo em diversas localidades, o relatório também destacou que 134 municípios baianos não registraram nenhuma ocorrência de injúria racial em 2024.
Entre as cidades que mais se destacaram em números absolutos de casos, Feira de Santana lidera com 67 registros. Outros centros urbanos, como Vitória da Conquista, registraram 38 casos, seguidos por Camaçari (35), Itabuna (33), Lauro de Freitas (33), Porto Seguro (28), Ilhéus (21), Luís Eduardo Magalhães (20), Barreiras (18), Alagoinhas (16) e Valença (16).
A situação é preocupante e levanta a necessidade de ações efetivas para combater o racismo em todas as suas formas. O que você acha que pode ser feito para mudar essa realidade? Compartilhe suas opiniões e experiências nos comentários.

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