Neste domingo, 30 de novembro, os hondurenhos vão às urnas em uma eleição presidencial decisiva. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou cortar a ajuda financeira ao país caso o candidato conservador Nasry Asfura não saia vitorioso. Trump pediu apoio ao ex-prefeito de 67 anos, alertando que, se ele perder, os Estados Unidos “não desperdiçarão” dinheiro em Honduras.
Essas eleições ocorrem em meio a um histórico de fraudes e golpes de Estado na região. Honduras enfrenta uma encruzilhada: será que deixará para trás o primeiro governo de esquerda ou seguirá os passos de países como a Bolívia e a Argentina, onde mudanças políticas significativas têm ocorrido? O atual presidente, Xiomara Castro, será sucedida por um novo líder, escolhido por quase 6,5 milhões de eleitores registrados.
Asfura, do Partido Nacional, sabe que a disputa está acirrada com Rixi Moncada, 60 anos, do partido governista Livre, e Salvador Nasralla, 72 anos, do Partido Liberal. Em uma campanha marcada por acusações de fraudes, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral pediu que os candidatos não fomentassem a violência. Moncada já se manifestou dizendo que não reconhecerá os resultados preliminares, focando apenas na apuração das 19.167 atas de votação.
O governo dos Estados Unidos prometeu agir “com firmeza” se houver indícios de fraude. Observadores da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia estão no país para monitorar as eleições. Trump, na semana passada, ampliou seu envolvimento na campanha, alertando que a derrota de Asfura significaria a dominação de Honduras por Nicolás Maduro e seus “narcoterroristas”. Ele elogiou Asfura como o “único verdadeiro amigo da liberdade”.
Nesse cenário polarizado, os candidatos trocaram insultos durante a campanha. Moncada foi chamada de “comunista”, enquanto Nasralla foi rotulado como “quase comunista” e não confiável. Apesar do clima tenso, eles não abordaram tópicos fundamentais como pobreza, violência, corrupção e narcotráfico, problemas que afetam diretamente a vida dos hondurenhos.
Honduras é um país que depende intensamente dos Estados Unidos, com 60% de sua população vivendo na pobreza. O narcotráfico já não é apenas uma via de passagem, mas um problema crescente, com o país tornando-se também um produtor de cocaína. O estado de exceção parcial, imposto em 2022, ainda persiste.
A votação segue até as 17h00 (20h00 de Brasília), e o Conselho Nacional Eleitoral deve divulgar os primeiros resultados ainda na noite de domingo. As expectativas estão altas, e a população aguarda ansiosamente por um futuro político estável.
E você, o que pensa sobre a situação em Honduras? Acha que a pressão externa pode influenciar o resultado das eleições? Deixe sua opinião nos comentários.

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