O cometa interestelar 3I/ATLAS é um fenômeno que tem despertado o interesse de astrônomos em todo o mundo. Trata-se do terceiro objeto já confirmado vindo de outro sistema estelar, e sua descoberta gerou uma onda de especulações e boatos.
Durante sua aproximação do Sol, o cometa ficou em evidência, mas a paralisação de 43 dias do governo dos EUA impediu a NASA de divulgar novas informações, alimentando teorias de que poderia ser uma espaçonave alienígena.

Com o fim da paralisação, a NASA organizou uma coletiva de imprensa para apresentar um panorama abrangente sobre o cometa, reunindo observações de mais de 20 missões diferentes. Os especialistas rapidamente esclareceram o principal ponto que gerava especulações: 3I/ATLAS é um corpo natural e não há indícios de tecnologia alienígena. Amit Kshatriya, um dos responsáveis, afirmou: “Queremos muito encontrar vida fora da Terra, mas o 3I/ATLAS é um cometa”.
O interesse dos cientistas se deve ao fato de que esse “forasteiro” oferece uma oportunidade única de estudar material formado em um ambiente diferente, possivelmente muito mais antigo que o Sistema Solar.

A NASA apresentou quatro pontos principais sobre o 3I/ATLAS. No início, um grupo de pesquisadores, incluindo o astrofísico Avi Loeb, havia sugerido que o objeto poderia indicar tecnologia alienígena. Porém, essa ideia foi rapidamente desmentida, especialmente após comentários de Elon Musk e um vídeo viral de Kim Kardashian pedindo mais informações à NASA.
Kshatriya reafirmou: “Este objeto é um cometa. Todas as evidências apontam para isso”. Nicky Fox, da NASA, complementou que não foi detectada qualquer assinatura tecnológica nas observações realizadas. Além disso, o 3I/ATLAS não representa ameaça à Terra; a menor distância prevista será de cerca de 270 milhões de quilômetros em 19 de dezembro.
Um esforço de observação distribuído por todo o Sistema Solar
Quando o 3I/ATLAS foi descoberto, sua localização dificultava a observação da Terra. Para superar isso, a NASA coordenou em agosto uma colaboração com mais de 20 missões. Tom Statler, cientista-chefe da NASA, comparou o esforço a assistir a um jogo de beisebol de diversos pontos do estádio, com cada instrumento oferecendo um ângulo único.

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) registrou o cometa a 145 milhões de quilômetros, enquanto a sonda MAVEN detectou gás hidrogênio. Dados de outros telescópios, como o Hubble e o James Webb, também contribuíram para um entendimento mais completo.
Um mensageiro de sistemas estelares antigos
A velocidade do 3I/ATLAS sugere que ele está viajando pelo espaço interestelar há muito tempo, possivelmente originário de um sistema planetário mais antigo que o nosso. As pistas que o cometa carrega oferecem uma oportunidade de estudar processos que ocorreram antes da formação da Terra.
Apesar de sua aparência típica, o 3I/ATLAS exibe características incomuns, como uma proporção elevada de dióxido de carbono. A poeira ao seu redor também se comporta de maneira interessante, com grãos de tamanhos diferentes dos encontrados em cometas próximos da Terra.
Essas descobertas mostram que ainda há muito para perguntar e investigar. Statler concluiu: “Estamos apenas começando a entender o que esse visitante pode nos revelar”. O que você acha sobre essa nova descoberta? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

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