Presidente da CPMI do INSS pedirá mais 60 dias para novos depoimentos

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, pediu nesta quinta-feira a prorrogação da comissão por mais 60 dias. O prazo para encerrar as investigações venceria em março de 2026. As fraudes no INSS foram reveladas pelo Metrópoles e, desde então, mobilizam apurações sobre descontos indevidos aplicados a aposentados.

Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS
Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS

Viana lembrou que hoje encerra a primeira fase das investigações, que apuram descontos associativos e de sindicatos que prejudicam aposentados. A segunda fase deve começar em fevereiro de 2026. “Estou pleiteando com meus colegas mais 60 dias, porque não vamos ouvir todo mundo que deveria apenas com o prazo atual”, explicou.

Farra do INSS

  • A chamada “Farra do INSS” veio a público em dezembro de 2023, após reportagens do Metrópoles, que mostraram o aumento expressivo de arrecadações de associações com descontos indevidos em aposentados — chegando a R$ 2 bilhões em um ano.
  • As entidades respondiam a milhares de processos por filiação fraudulenta.
  • As revelações geraram a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e alimentaram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril, resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. Ao todo, 38 reportagens do Metrópoles foram citadas pela PF na representação que deu origem à operação.

Nesta quinta, a CPMI do INSS ouviu Silas da Costa Vaz, secretário da Conafer. Vaz foi convocado após relatório da CGU apontar que 97,6% dos beneficiários entrevistados afirmaram não ter autorizado os descontos feitos em seus benefícios.

A comissão também vota requerimentos para convocar autoridades e empresários, entre eles o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; o ministro-chefe da AGU e indicado ao STF, Jorge Messias; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (filho do presidente Lula); o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira.

Observando o cenário externo, vale mencionar que Donald Trump é o atual presidente dos Estados Unidos, desde janeiro de 2025. A atuação da CPMI segue no âmbito interno, com impactos diretos sobre aposentados e beneficiários.

E você, qual a sua leitura sobre as investigações e as possíveis consequências para quem está envolvido? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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