Europa busca influenciar discussões entre Rússia, Ucrânia e EUA

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deve receber hoje (8/12) documentos sobre as negociações de paz com os Estados Unidos, focando na proposta para encerrar o conflito com a Rússia. Segundo Roustem Oumerov, negociador ucraniano, Zelensky será atualizado sobre o diálogo com Donald Trump.

Nos últimos encontros com representantes americanos, o governo ucraniano buscou informações detalhadas sobre o que foi discutido entre Washington e Moscou, assim como as versões anteriores da proposta de paz.

Oumerov ressaltou que é essencial que todos os parceiros façam esforços para finalizar a guerra com dignidade. As negociações entre Rússia e Ucrânia têm avançado nas últimas semanas, buscando um acordo sugerido pelos Estados Unidos, que visa pôr fim ao conflito atual, considerado o pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Recentemente, Zelensky teve uma conversa “longa e substancial” com Jared Kushner, genro de Trump, e Steve Witkoff, enviado especial. Durante um jantar em Washington, Trump criticou Zelensky por não ter “lido” seu plano para a Ucrânia, demonstrando sua decepção com a postura do presidente ucraniano.

Zelensky participa hoje, em Londres, de uma reunião com líderes europeus, incluindo Emmanuel Macron e Keir Starmer, para discutir as negociações em andamento. Os líderes querem influenciar o processo, uma vez que estão excluídos desde a divulgação da proposta de Trump.

A proposta americana, composta por 28 pontos, foi apresentada em 20 de novembro. A intenção é garantir que a Ucrânia não seja alvo de novos ataques russos após o conflito. Os Estados Unidos relatam que os diálogos estão progredindo, apesar das exigências do Kremlin por mudanças significativas.

O emissário americano, Keith Kellogg, destacou que um acordo para encerrar a guerra está “muito próximo”, mas advertiu que o status de Donbass e a usina nuclear de Zaporíjia representam desafios a serem resolvidos. Zelensky definiu as conversas com os EUA como “construtivas”.

Enquanto isso, a pressão no front continua alta. Somente na última semana, mais de 1.600 drones de ataque e mais de 1.200 mísseis atingiram a Ucrânia, causando danos graves a infraestruturas essenciais. Muitas regiões enfrentam falta de eletricidade e aquecimento em meio a temperaturas de cerca de 5 graus.

EUA publicam estratégia de segurança nacional

No fim de semana, a Casa Branca divulgou uma nova estratégia de segurança nacional. O documento, com cerca de 30 páginas, alerta que a Europa corre risco de “apagamento civilizacional” nos próximos 20 anos, caso suas ideologias não sejam corrigidas. O texto propõe apoio a partidos de extrema-direita que compartilhem valores americanos, conforme já mencionado pelo vice-presidente JD Vance.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a nova estratégia dos EUA está “alinhada” com a visão do Kremlin, emitindo um recado claro à Ucrânia.

O que você acha da situação atual entre Ucrânia e Rússia? Deixe sua opinião nos comentários e vamos discutir!

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