STF: réu, ex-ministro Ricardo Salles depõe sobre contrabando florestal

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O deputado federal Ricardo Salles, do Novo-SP, será interrogado nesta terça-feira, 12 de dezembro, no Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento faz parte de um processo que investiga um suposto contrabando de produtos florestais durante seu período como ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro.

Além de Salles, cinco outros réus também serão ouvidos. Eles estão ligados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), incluindo o ex-presidente da instituição, Eduardo Bim.

Réus que serão interrogados:

  • Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente.
  • Eduardo Fortunato Bim, ex-presidente do Ibama.
  • André Heleno Azevedo Silveira, servidor da Abin e ex-coordenador de Inteligência do Ibama.
  • João Pessoa Riograndense Moreira, ex-diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama.
  • Walter Mendes Magalhães Júnior, ex-superintendente do Ibama no Pará.
  • Artur Vallinoto Bastos, analista ambiental do Ibama.

O interrogatório será conduzido pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, aliada do ministro Alexandre de Moraes, e ocorrerá por videoconferência. Na mesma data, a Primeira Turma do STF também julgará partes de um caso de estratégia golpista.

Ao todo, são 22 réus envolvidos no caso de contrabando florestal. Interrogatórios adicionais estão programados para os dias 10, 11 e 12 de dezembro, para ouvir os demais acusados, que enfrentam acusações de corrupção passiva, advocacia administrativa, organização criminosa e facilitação de contrabando.

O caso

A denúncia contra Ricardo Salles surgiu em maio de 2020, apresentada por deputados e senadores da oposição ao governo de Jair Bolsonaro, baseada em gravações de uma reunião ministerial ocorrida um mês antes. Neste encontro, Salles mencionou uma oportunidade para aprovar reformas de desregulamentação ambiental, alegando que a cobertura da Covid-19 permitiria uma menor atenção da mídia.

A Polícia Federal começou a investigar a fundo os fatos em maio de 2021, através da Operação Akuanduba. A Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que a apuração evidenciou a atuação coordenada de servidores indicados por Salles para garantir interesses de empresas madeireiras.

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