Médico é preso por autoridades muçulmanas do Sudão apenas por ser cristão

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Yagoub Jibril Glademea, médico sudanês, foi detido no Sudão no último domingo após autoridades descobrirem que ele era cristão. Ele foi liberado no dia 10 de dezembro, depois de três dias de interrogatórios, isolamento e pressão de familiares.

A prisão ocorreu quando Glademea foi ao cartório de registro civil estadual, em Ad-Damazin, para solicitar um número de identificação nacional para a sobrinha. Um agente muçulmano das Células de Segurança do Estado, unidades com poderes amplos de detenção, percebeu a indicação religiosa no documento e questionou sua fé. Ao afirmar que sempre foi cristão, o médico foi levado para o interrogatório, permanecendo detido por três dias sem visitas da família.

Um amigo, que não quis se identificar ao Morning Star News, informou que o irmão de Glademea foi até o local na quarta-feira (10), mas não foi permitido vê-lo. As Células de Segurança do Estado são criadas em vários estados e atuam com poderes extensos para prisões, em meio ao conflito entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e o grupo paramilitar RSF, sendo acusadas de visar suspeitos de colaborar com a RSF.

A organização Advogados de Emergência descreve essas unidades como instrumentos de repressão e intimidação, com relatos de presos libertados em condições de saúde debilitadas, julgados sem garantias legais ou encontrados mortos. Glademea relatou ter trabalhado no estado do Nilo Azul, retornando ao Sudão recentemente para passar o Natal com a família. Em sua página, ele confirmou a detenção e a libertação, dizendo ter sido questionado sobre identidade e histórico pessoal.

Aumento da perseguição no Sudão tem se intensificado desde o início da guerra civil entre RSF e SAF em abril de 2023. O país registra mais assassinatos, violência sexual e ataques a residências e comércios cristãos, conforme o relatório Lista Mundial da Perseguição 2025, da Portas Abertas, que aponta o Sudão em 5º lugar entre os países mais perigosos para cristãos. O relatório afirma que cristãos de diversas origens estão presos no caos, com igrejas bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelos grupos em guerra. Ambas as forças, RSF e SAF, têm raízes islamistas e já atacaram cristãos deslocados, acusando-os de apoiar o lado rival. O Sudão é, hoje, majoritariamente muçulmano (93%), com apenas 2,3% da população sendo cristã, conforme dados do Projeto Joshua.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News.

E você, como vê a situação da liberdade religiosa no Sudão diante desse cenário de conflito? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão. Quais impactos você acredita que esses atos de perseguição podem ter nas comunidades locais e na região?

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