Novas sanções dos EUA atingem familiares de Maduro e seis empresas de navegação, em resposta à apreensão de um navio-petroleiro venezuelano pelas forças americanas. O governo de Washington anunciou medidas contra três familiares do presidente Nicolás Maduro e contra seis empresas envolvidas no transporte de petróleo venezuelano, ampliando o aperto econômico e aumentando a escalada do impasse com Caracas.
Além das sanções, o Departamento do Tesouro informou que vai escoltar o petroleiro apreendido até um porto dos Estados Unidos. A ação inclui a participação das forças, com a operação ocorrendo após a embarcação carregar petróleo venezuelano. A medida eleva o risco de um confronto direto entre as duas nações.
Em comunicado, o Tesouro indictou três sobrinhos de Cilia Flores, esposa de Maduro, descrevendo dois deles como traficantes de drogas que atuam na Venezuela, reforçando o tom de repressão contra integrantes da liderança venezuelana. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que Maduro e seus parceiros “inundam os EUA com drogas que envenenam o povo americano”.
Enquanto isso, o Ministério do Interior da Venezuela afirmou ter sido informado de que os EUA cancelaram unilateralmente um voo de migrantes deportados programado para esta sexta-feira. Em paralelo, Caracas informou que continua recebendo voos de venezuelanos sem documentos, apesar da mobilização militar ordenada pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, no Caribe em agosto, e mesmo após Trump declarar, no final de novembro, que o espaço aéreo venezuelano deveria ser considerado “totalmente fechado”.
A Justiça venezuelana afirmou que confia que o governo norte-americano retifique a decisão e retome o processo de devolução de venezuelanos, enquanto Washington busca ampliar a pressão econômica para pressionar o governo de Maduro. A escalada das medidas alimenta temores de um conflito aberto entre as duas potências, com impactos indiretos em fluxos de petróleo e migrantes.
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