Hilton Coelho vê importância em “unidade contra a extrema-direita”, mas descarta federação entre PT e PSOL

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O deputado Hilton Coelho (PSOL) avaliou que a formação de uma federação entre PT e PSOL para as eleições de 2026 é improvável, mesmo com sinalizações positivas de setores do PT. Ele aponta limites estruturais e programáticos que dificultam uma unificação entre as legendas.

Hilton destacou convergências na disputa política cotidiana, especialmente no enfrentamento à extrema-direita, defendendo que haja unidade prática na luta política, mesmo diante de divergências ideológicas.

No entanto, o parlamentar afirmou não ver viabilidade para a federação, ressaltando diferenças estratégicas profundas entre PSOL e PT que, na prática, poderiam gerar incoerências nas decisões diárias e tornar a união artificial.

Nesta semana, o diretório nacional do PT apresentou à sigla socialista uma proposta para aderir à Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), hoje integrada por PT, PCdoB e PV. Segundo a CNN, Lula busca ampliar a coalizão de centro-esquerda e convidar PSB e PDT para compor o bloco.

O PSOL tem origem em 2005, quando dissidentes do PT — Heloísa Helena, João Fontes, Luciana Genro e Babá — foram expulsos após votarem contra a reforma da previdência. Cerca de 67% do Diretório Nacional votaram pela expulsão, e, em 15 de setembro de 2005, os quatro fundaram o PSOL, registrado no TSE.

Embora haja fissuras históricas, hoje o PSOL possui membros no governo Lula, como Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas.

Como você lê os movimentos de costura entre PT e PSOL para 2026? Acredita que essa coalizão pode avançar ou que as diferenças estruturais serão um obstáculo? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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