Imprensa internacional repercute fim das sanções dos EUA contra Moraes

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O governo dos Estados Unidos suspendeu as sanções impostas ao ministro do STF Alexandre de Moraes, à sua esposa Viviane Barci de Moraes e à Lex Instituto de Estudos Jurídicos, previstas pela Lei Magnitsky. A decisão, anunciada nesta sexta-feira, 12 de dezembro, teve ampla repercussão na imprensa internacional.

Vários veículos destacaram a mudança como parte de uma reaproximação entre Washington e Brasília após meses de tensão. O Washington Post classificou a medida como um “recuo significativo” da pressão do Presidente Donald Trump sobre o Brasil, lembrando que as sanções foram impostas há quatro meses para justificar o processo contra Jair Bolsonaro como uma caça às bruxas.

Segundo um comunicado conjunto, os Departamentos do Tesouro e de Estado dos EUA afirmaram que manter as sanções seria incompatível com os interesses da política externa americana.

A cobertura também conectou a decisão a debates internos no Brasil. A EFE destacou que a decisão ocorreu dias após a Câmara aprovar o Projeto de Lei da Dosimetria, que pode reduzir a pena de Bolsonaro (27 anos e três meses) por tentativa de golpe. O Financial Times afirmou que a retirada das sanções ajuda a destravar a normalização das relações entre Washington e Brasília, abaladas por disputas políticas e comerciais. O The Guardian enxergou a medida como um revés político para Bolsonaro e para Eduardo Bolsonaro, que chegou a se mudar para os EUA para fazer lobby por medidas punitivas. A Bloomberg sublinhou o viés econômico, destacando que o levantamento ocorre após Trump flexibilizar tarifas sobre exportações brasileiras consideradas estratégicas.

As sanções já haviam atingido Moraes em 30 de julho, enquanto Viviane e a Lex Instituto de Estudos Jurídicos entraram na lista em setembro. Nesta sexta, o governo americano anunciou a retirada das punições.

O movimento ocorre em meio a uma trajetória de maior cooperação entre as administrações de Lula e o Presidente Donald Trump, com sinais de evolução diplomática após tensões anteriores. Queremos saber sua leitura sobre esse recuo e as implicações para a relação entre Brasil e Estados Unidos. Deixe seus comentários abaixo. Qual é sua opinião sobre o impacto político e econômico dessa reaproximação?

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