Apagão em SP: protestos contra a Enel têm vias fechadas e fogo

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Apagão em São Paulo e protestos contra a Enel ganham as ruas da região

Moradores de São Paulo e de cidades da região metropolitana foram às ruas protestar contra a Enel diante de apagões provocados por vendaval e por um ciclone extratropical. Até a tarde de sábado, aproximadamente 365 mil imóveis ainda estavam sem energia.

A energia na rua de Isabella Hashimoto, que administra um restaurante japonês com a família, voltou apenas parcialmente. Ela teve prejuízo de cerca de R$ 1.500 em produtos como congelados e peixes. Na sexta-feira (12/12), cansada de perdas, investiu mais R$ 1.500 para comprar um gerador.

Sexta-feira de protestos

A onda de protestos começou na sexta-feira, quando algumas regiões já estavam no escuro há mais de três dias. Na Bela Vista, região central, moradores se reuniram no fim da tarde. Até este sábado, a energia ainda não havia sido restabelecida e o fornecimento de água foi suspenso.

Outro protesto, com cerca de 40 pessoas, ocorreu na avenida Escola Politécnica, zona oeste, com moradores ateando fogo e bloqueando um dos sentidos da via. Também houve manifestações no Grajaú, Jardim Miriam e Pirituba. Em Cajamar, a rodovia Anhanguera foi fechada, e em Embu das Artes o prefeito Hugo Prado acampou em frente a um prédio da Enel.

Mais dias no escuridão e respostas da Enel

A Enel afirmou neste sábado que pretende restabelecer o fornecimento para os afetados até o fim do domingo. A Justiça determinou que a concessionária resolva a situação de todos os consumidores em até 12 horas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora.

A companhia disse que o vendaval foi o mais prolongado já registrado na área de concessão e que, segundo o Inmet, é a primeira vez que a estação Mirante de Santana registra uma sequência tão longa de ventos acima de 70 km/h em São Paulo desde que as medições começaram, em 2006.

Ainda segundo a Enel, desde a manhã de quarta-feira mobilizou um número recorde de equipes em campo, chegando a quase 1,8 mil times ao longo da quinta-feira. Com as religações realizadas, a empresa afirma ter restabelecido o atendimento a cerca de 3,1 milhões de clientes afetados pelo vendaval, usando sistemas de automação e o trabalho intenso das equipes.

Quem vive na região sabe que o reparo depende de condições climáticas e do acesso das equipes aos locais atingidos. As informações oficiais indicam avanços, mas ainda há bairros no escuro e muitos moradores seguem sem água.

E você, como a queda de energia impactou sua rotina neste fim de semana? Conte nos comentários a sua experiência com o apagão, as medidas que adotou e o que espera para as próximas horas.

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