“Não há dúvida do direcionamento político”, diz Moraes sobre ex-SSP

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STF retoma julgamento sobre núcleo golpista e condena Marília Alencar. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, retomou nesta terça-feira (16/12) o julgamento do Núcleo 2 da trama golpista. Moraes manteve a condenação de Marília Ferreira de Alencar, delegada federal e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal, pela coordenação de boletins de inteligência e da atuação de blitz para impedir eleitores de Lula de chegar às urnas no segundo turno de 2022, com foco na Região Nordeste.

Durante o andamento do voto, Moraes afirmou que Marília e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres tinham como objetivo tumultuar o segundo turno das eleições de 2022, impedindo que eleitores do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que votaram no primeiro turno, chegassem às urnas. O ministro ressaltou que não restam dúvidas quanto ao direcionamento político da atuação associada a Marília. Antes de ingressar na SSP-DF, ela foi diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Torres.

Compõem o Núcleo 2 da ação, segundo a denúncia: Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal); Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor internacional da Presidência da República); Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência); Marília Ferreira de Alencar (delegada e ex-diretora de Inteligência da PF); Mário Fernandes (general da reserva do Exército) e Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal).

O ministro também abordou a atuação de Fernando Sousa Oliveira. Moraes votou pela absolvição dele em relação à interferência nas eleições, sustentando que, apesar de haver conversas entre Sousa e Marília, não fica configurada a responsabilidade necessária para atribuir-lhe participação direta no crime. Ele afirmou ainda que existem elementos que indicam dúvida razoável quanto ao papel de Sousa, e que caberá aos demais ministros da Primeira Turma deliberar sobre as demais imputações, como organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O voto de Moraes ainda precisa ser analisado pelos demais ministros da Primeira Turma do STF. A sessão segue com a discussão sobre as provas e as interpretações jurídicas ligadas às condutas investigadas no núcleo 2 da trama golpista.

Concluída a leitura dos votos e os argumentos, o STF continuará a apreciar as provas e as consequências legais para os envolvidos no caso. Acompanhe os desdobramentos para entender como se desenha o posicionamento do tribunal sobre o episódio envolvendo as operações de inteligência e as tentativas de influenciar o processo eleitoral.

e quer saber a sua opinião: você acha que as evidências apresentadas justificam a condenação de Marília Alencar e o andamento do núcleo 2, ou acredita que há dúvidas suficientes para reavaliar as responsabilizações? Deixe seu comentário abaixo.

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