Presidente do STM apoia código de conduta para magistrados proposto por Fachin e destaca “imperativo cívico”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A presidente do STM, a ministra Maria Elizabeth Rocha, manifestou apoio público à elaboração de um código de conduta para magistrados, projeto defendido pelo atual presidente do STF, Edson Fachin. Em declaração à imprensa na sede do STM, ela ressaltou que o Supremo precisa dar o exemplo e agir com clareza para a magistratura como um todo.

Ela destacou que não se trata de moralismo barato, mas de um imperativo cívico: é preciso que haja diretrizes claras de conduta, especialmente para a magistratura superior. “Quando o cidadão bate às portas do Judiciário, o Estado falhou com ele; o Judiciário não pode falhar”, afirmou, reforçando a ideia de honrar a toga e a profissão.

A divulgação do trabalho de Fachin, no entanto, gerou mal-estar nos bastidores do STF. Ministros sinalizam que a discussão deve aguardar um momento de melhoria no clima interno, sendo vista como a primeira grande crise interna da presidência de Fachin.

Parte da corte questiona o momento escolhido, especialmente diante da análise no Senado de uma atualização da Lei do Impeachment. Também há avaliação de que a iniciativa foi divulgada em contexto desfavorável à imagem do tribunal, após a revelação de que o ministro Dias Toffoli viajou em jet privado com um advogado envolvido em processo judicial.

O código, um projeto antigo de Fachin inspirado no modelo do Tribunal Constitucional da Alemanha, prevê diretrizes sobre transparência em participação em eventos, recebimento de verbas e relações com entidades privadas. A ideia é estender esses princípios ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O presidente do STF afirmou que defenderá sempre a autoridade, a integridade moral e a imparcialidade do tribunal.

O principal desafio prático será obter os seis votos necessários em uma sessão administrativa do STF para que o código entre em vigor. O clima entre os ministros indica que a proposta deve ser pausada até que haja estabilidade política, evitando ampliar narrativas externas de confronto entre Judiciário e Congresso. Segundo o jornal O Globo, a reportagem acompanha o tema.

E você, o que pensa sobre a necessidade de um código de conduta para magistrados? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre ética e transparência no Judiciário.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mulher é morta esfaqueada durante briga com vizinhos no DF

Resumo: uma mulher morreu após ser esfaqueada por dois vizinhos na QR 315, Samambaia, no Distrito Federal, por volta...

GCM apreende paredão de som irregular no bairro da Ribeira, em Salvador

Resumo curto: Em Salvador, a Guarda Civil Municipal (GCM), atuando em conjunto com a SEDUR, a Polícia Militar e o Transalvador,...

Oficial da Marinha alemã é preso nos Jardins após espancar esposa

Resumo: Um oficial da Marinha alemã, de 43 anos, identificado como Clemens Staffelt, foi preso em flagrante em São Paulo após agressões contra...