Zoo onde jovem foi morto por leoa reabre com novas regras e câmeras com IA

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Reabertura do Zoológico Bica em João Pessoa com novas regras e monitoramento por IA

O zoológico Parque Arruda Câmara, conhecido como Bica, em João Pessoa (PB), reabre as portas nesta quinta-feira (18/12). O espaço ficou fechado desde 30 de novembro, quando Gerson de Melo Machado, o “Vaqueirinho”, invadiu o recinto dos leões e foi morto pela leoa Leona.

Monitoramento com IA: o parque informou que o reforço do efetivo da Guarda Municipal e câmeras integradas ao programa Smart City estão em funcionamento. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Welison Silveira, as câmeras utilizam IA para monitorar comportamentos suspeitos e identificar pessoas com mandados de busca e apreensão, contribuindo para evitar furtos e incidentes.

“As câmeras são com inteligência artificial, monitoram comportamentos suspeitos, faces com mandados de busca e apreensão. Com isso, pessoas em situação suspeita serão identificadas pela IA para evitar, inclusive, casos de furtos”, informou.

A Polícia Civil da Paraíba informou, no dia 4 de dezembro, que não identificou falhas de segurança no recinto onde Gerson morreu, qualificando o acidente como um fato atípico e afirmando que o parque atende aos critérios técnicos. O Ministério Público da Paraíba abriu dois procedimentos de investigação sobre o caso, ainda em andamento.

Abandono familiar e vulnerabilidade social

A morte de Gerson expôs uma trajetória de pobreza extrema, transtornos mentais não tratados e abandono familiar. A conselheira Verônica Oliveira acompanhou o jovem por oito anos e descreve um passado marcado por violação de direitos, com a mãe lutando contra doenças mentais e a falta de suporte social adequado.

Gerson cresceu sem apoio estável, buscando abrigo na casa de familiares, apesar de não ter conseguido uma adoção. A conselheira enfatiza que a sociedade costuma buscar crianças “perfeitas” para adoção, o que dificulta a acolhida institucional para quem enfrenta vulnerabilidade.

Entre as dificuldades, o jovem alimentava o sonho de viajar à África para “domar leões”. A conselheira relata episódios em que Gerson tentou, inclusive, entrar clandestinamente em aviões, movido por esse sonho, enquanto a rede de proteção fazia o possível para apoiá-lo.

Policiais que lidaram com o caso apontam que ele repetia o desejo de ir à África para cuidar de leões. Com múltiplos incidentes, ele falava de percorrer o trajeto “a pé” embora soubesse que a distância até o continente africano era grande demais para ser percorrida a pé.

O conjunto desses relatos reforça a necessidade de maior atenção a saúde mental, assistência social e proteção de indivíduos em situação de vulnerabilidade, especialmente quando convivem com situações de risco em ambientes públicos e com animais.

O retorno do Bica ao funcionamento segue com regras mais rigorosas, monitoramento por IA e cuidados reforçados para proteger tanto visitantes quanto animais. E você, o que acha dessas medidas e da forma como a sociedade lida com casos de vulnerabilidade?

Conte para a gente nos comentários o que pensa sobre a reabertura, as novas regras e o uso da IA na segurança. Sua opinião ajuda a entender diferentes perspectivas sobre esse tema tão complexo.

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