Nova luta: Com diária de R$ 110, cordeiros buscam inclusão no projeto de Tarifa Zero para Carnaval de Salvador de 2026

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Os cordeiros que atuam no Carnaval de Salvador têm uma nova pauta para debate além do valor da diária, hoje fixado em R$ 110 para 2025. A mobilização busca incluir a categoria na Tarifa Zero, permitindo que trabalhadores do Carnaval não paguem transporte durante a folia.

Após avanços em pleitos desde 2023, como ponto de apoio, seguro de vida e EPI, os profissionais cobram agora a inclusão na Tarifa Zero e a Prefeitura ainda não confirmou a medida. O cadastro está sendo feito pelo Assindicorda, enquanto há dificuldades de interlocução institucional.

A proposta tramita na Câmara Municipal de Salvador, apresentada pelo vereador Jorge Araújo, mas encontra entraves para avançar. Matias Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Cordeiros, Fiscais, Pessoal de Apoio e Coordenadores das Entidades Carnavalescas do Estado (Assindcorda), informou que já há cadastros de 3 mil a 4 mil profissionais, mas a prefeitura ainda não garantiu a contemplação.

Para Matias, a Tarifa Zero é essencial, já que a diária de R$ 110 pode, com o desconto do transporte, cair para cerca de R$ 90 sem o cartão de passagem, reduzindo custos e fortalecendo a dignidade do trabalho. Os blocos não prometem mais do que o acordo já acordado: diárias, EPI e lanche, sem pagamento de transporte extra, pois o deslocamento é garantido no local de atuação.

A CMS mantém os mesmos pontos apresentados pelo Assindicorda: cadastro com dados, apoio para descanso entre turnos e a ideia de center de convivência, banho e restaurante popular próximo aos pontos de descanso. O Setre, por sua vez, projeta manter propostas para 2026, ampliando o atendimento para até 10 mil profissionais.

O projeto PLE-64-2025, que tramita na Câmara, aguarda deliberação desde 3 de dezembro. Em paralelo, o acordo assinado em novembro entre o Ministério do Trabalho, o governo da Bahia e a prefeitura de Salvador busca fortalecer políticas públicas de trabalho decente no Carnaval.

Entre as ações em pauta estão a continuidade de ações do Setre para 2025 e a ampliação para 2026, incluindo a ideia de pagamento de diárias via PIX para aumentar a segurança dos cordeiros, com lacres de controle mantendo o pagamento ao final do circuito.

Agora queremos saber sua opinião: você acha que a Tarifa Zero para os cordeiros do Carnaval é viável e justa? Deixe seu comentário e participe da discussão sobre condições de trabalho no Carnaval de Salvador.

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