MP de São Paulo denuncia Andrés Sanchez e pede ressarcimento de R$101 mil ao Corinthians

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou nesta sexta-feira (19) uma nova denúncia contra o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, acusado de lavagem de dinheiro e infrações tributárias, relacionadas ao uso do cartão corporativo do clube para despesas alheias às atividades institucionais. A Promotoria solicita o ressarcimento ao clube de cerca de R$ 101 mil.

Segundo a denúncia, os gastos ocorreram entre agosto e setembro de 2020 e envolvem despesas de caráter pessoal e de terceiros. Entre os episódios está a compra de móveis residenciais em 9 de agosto daquele ano, paga com o cartão da presidência, com nota fiscal em nome de Aurea Andrade Ramacciotti, sem vínculo com o clube.

O promotor Cássio Conserino aponta que Sanchez e Aurea se seguem nas redes sociais e sustenta que a emissão de notas em nome de terceiros visava ocultar a origem e a titularidade dos recursos, elemento central da acusação de lavagem de dinheiro.

A denúncia também cita a aquisição de eletrodomésticos em 17 de agosto de 2020, novamente paga com recursos do Corinthians e registrado em nome de Aurea Andrade Ramacciotti. Em 6 de setembro, o ex-presidente teria utilizado o cartão para quitar um serviço de táxi aéreo no valor de R$ 30,7 mil, contratado junto à Helimarte Táxi Aéreo, com nota emitida em nome próprio, porém pago com dinheiro do clube.

Para o Ministério Público, a operação teria sido estruturada para parecer gasto pessoal regular, caracterizando autolavagem de dinheiro.

A ação envolve ainda Roberto Gavioli, ex-gerente financeiro do Corinthians, apontado como partícipe por omissão. O MP pede que ele também seja condenado a ressarcir o clube por danos morais estimados em cerca de R$ 101 mil.

Sánchez e Gavioli já haviam sido denunciados, em outubro, por crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. O processo está suspenso, mas ambos permanecem sob medidas cautelares, como a proibição de contato com dirigentes e testemunhas e a restrição de deixar o país sem autorização judicial.

Convidamos você a acompanhar o desfecho deste caso e compartilhar sua opinião nos comentários.

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