Dois fatos marcaram o início das especulações para as eleições de 2026 na oposição: ACM Neto assumiu a candidatura ao governo da Bahia e confirmou um posicionamento antipetista, com o anúncio feito em Porto Seguro ao lado de caciques do PL e de Jânio Natal. O local, visto como um bastião próximo ao bolsonarismo, reforça a estratégia de consolidar um palanque oposicionista na região. A leitura é de que a oposição busca ganhar força em um território historicamente favorável ao PT.
Enquanto isso, a base aliada de Jerônimo Rodrigues tenta descrever que Neto não disputaria o governo em 2026. O movimento, entre aliados, apontava para antecipar a pré-candidatura para evitar constrangimentos legais e evitar uma debandada de descrentes.
Como candidato, Neto manteve o tom antipetista. Com a direita ainda instável para a disputa presidencial, demarcar posição contra Lula aparece como estratégia para atrair apoios de quem precisa vê-lo concorrendo contra o presidente em exercício. Foi um passo relevante, mas arriscado, numa Bahia onde o PT ainda tem forte presença eleitoral.
O PL acompanha a possibilidade de lançar Flávio Bolsonaro ao Planalto, com o patrocínio de Jair Bolsonaro, e há quem aposte em Tarcísio de Freitas como alternativa. Nesse cenário, Neto terá de navegar em águas pouco favoráveis aos opositores de Jerônimo Rodrigues. O apoio do PL, o tempo de rádio e TV e parte do fundo eleitoral poderiam transformar uma derrota em uma oportunidade de vitória para a oposição.
Ser candidato e antipetista são características centrais para manter ACM Neto como peça relevante no xadrez baiano. Ele não apenas reconhece isso, como traçou um roteiro para reduzir riscos de derrota. Ainda assim, o desfecho depende das urnas e das definições que ainda vão surgir até outubro.
E você, como enxerga as perspectivas para 2026 na Bahia? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre alianças, estratégias e o peso das escolhas políticas locais.

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