Em 31 de dezembro, a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, mirando empresas e navios ligados ao setor petrolífero sob o governo de Nicolás Maduro. Ao todo, quatro empresas de transporte de petróleo tiveram restrições impostas: Aries Global Investment LTD, Corniola Limited, Krape Myrtle Co LTD e a Winky International Limited. Além disso, quatro navios petroleiros foram incluídos na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

No comunicado, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a ação busca impedir que o governo Maduro lucre com a exportação de petróleo enquanto envia entorpecentes para os Estados Unidos.
“O presidente Trump foi claro: não permitiremos que o regime ilegítimo de Maduro lucre com a exportação de petróleo enquanto inunda os Estados Unidos com drogas mortais”, disse Bessent. “O Departamento do Tesouro continuará a implementar a campanha de pressão do presidente Trump sobre o regime de Maduro.”
A nova ofensiva acontece em meio a um cerco militar dos EUA na América Latina e no Caribe, atividade que envolve operações para conter o tráfico de drogas que passa pela região nos últimos meses. Esse contexto amplifica a tensão entre Washington e Caracas, já marcada por desentendimentos diplomáticos.
Nicolás Maduro é central nessa tensão regional. Washington aponta o líder chavista como ligado ao que descreve como o cartel de Los Soles, grupo recentemente classificado como organização terrorista pela gestão norte-americana. Além disso, há acusações de que Maduro tenha desviado petróleo dos EUA; no entanto, não há provas apresentadas publicamente por Donald Trump para respaldar tais afirmações.
O próprio Trump já havia anunciado um ataque marítimo contra o território venezuelano na semana anterior, afirmando que a ação mirava portos onde barcos são carregados com entorpecentes. Caracas não respondeu publicamente sobre a possibilidade de uma reação formal.
Em meio a esse quadro, as sanções ressaltam a combinação de pressões econômicas e retórica política que definem a relação entre as duas nações, ampliando a leitura sobre o futuro do petróleo venezuelano, o papel de Washington na região e as possíveis repercussões para o comércio global de energia.
E você, o que acha dessa nova rodada de sanções e da atuação dos EUA na Venezuela? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e participe da conversa sobre o impacto dessas medidas na economia, na política regional e no cenário internacional.

Facebook Comments