China conclui manobras militares em Taiwan; Beijing afirma ter testado capacidades de operações conjuntas
A China encerrou nesta quarta-feira dois dias de exercícios militares nas águas ao largo de Taiwan, segundo o Exército Popular de Libertação. Em comunicado curto, o PLA afirmou que a operação chamada “Missão Justiça 2025” foi concluída com sucesso, destacando o teste de capacidades de operações conjuntas integradas e a defesa da soberania sobre a ilha. O pronunciamento não detalhou o que consideram como sucesso nem informou exatamente quando as manobras terminaram.
Taiwan tem sido, por muito tempo, a questão mais sensível para a China na região internacional. Pequim considera a ilha parte de seu território soberano e tem prometido retomá-la, se necessário pela força. Taiwan separou-se do continente em 1949, após Chiang Kai-shek perder a guerra civil, e desde então o governo de Pequim tem ampliado o alcance de seus exercícios aéreos e navais ao redor da ilha.
Na véspera do Ano Novo, o presidente Xi Jinping se pronunciou, de forma indireta, em seu discurso anual, dizendo que chineses de ambos os lados do Estreito de Taiwan compartilham um laço de sangue e parentesco. Segundo Xi, a reunificação da pátria é inevitável, uma tendência da época, o que alimenta as leituras sobre a linha de atuação de Pequim.
As manobras foram recebidas por muitos como provocativas. O Japão afirmou que os exercícios aumentam a tensão no Estreito de Taiwan e pediu que as questões relacionadas à ilha sejam resolvidas pacificamente por meio do diálogo, expressando preocupação com a estabilidade da região. Em meio a isso, as Filipinas manifestaram preocupação com as ações militares e da guarda costeira da China, destacando impactos para a paz no Indo-Pacífico.
Ainda neste mês, o governo dos Estados Unidos anunciou um pacote de venda de armas para Taiwan, que, se aprovado pelo Congresso, representaria a maior ajuda já concedida à ilha. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou não estar preocupado, citando um bom relacionamento com Xi e lembrando que a China realiza exercícios navais há 20 anos na região.
Essas ações ocorrem em um momento de tensões elevadas na região, com respostas variadas de parceiros da região. E você, o que pensa sobre a escalada militar e as perspectivas de reunificação? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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