As manobras militares chinesas ao redor de Taiwan aumentaram as tensões e foram consideradas desnecessárias pelo Departamento de Estado dos EUA. Em comunicado, o porta-voz Tommy Pigott pediu a Pequim que cesse a pressão militar e estabeleça um diálogo construtivo, ressaltando a necessidade de moderação para evitar uma escalada.
Nesta semana, Pequim lançou mísseis e enviou dezenas de aviões de combate, navios de guerra e patrulhas para cercar a ilha, em exercícios condenados por Taipé, que afirmou que as manobras simulavam o bloqueio dos principais portos taiwaneses. Taiwan qualificou as ações como altamente provocadoras.
A China sustenta que Taiwan faz parte de seu território e ameaça usar a força para anexá-la. Os Estados Unidos mantêm há décadas o compromisso de defender a autodefesa de Taiwan, mas adotam uma posição ambígua sobre intervenção em caso de invasão, defendendo paz e estabilidade no estreito e desencorajando mudanças unilaterais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os exercícios chineses com munição real não o preocupavam, ressaltando a boa relação com Xi Jinping. A demonstração ocorreu pouco depois de Trump aprovar um pacote de ajuda militar a Taiwan no valor de 11 bilhões de dólares.
Este foi o sexto conjunto de manobras relevantes desde 2022, iniciado após a visita de Nancy Pelosi a Taiwan, episódio que irritou Pequim. A sequência de exercícios reforça a tensão na região e o alinhamento de ações entre Washington e Taipé diante da China.
Como você vê o papel dos países envolvidos nesse cenário? Deixe sua opinião nos comentários sobre as tensões no estreito de Taiwan e as perspectivas de diálogo entre China, Taiwan e Estados Unidos.

Facebook Comments