Cota parlamentar: Gasto de deputados federais baianos com manutenção de mandatos chega a R$ 17,5 mi em 2025

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Título sugerido: Gasto da Cota Parlamentar na Bahia atinge R$ 17,44 milhões em 2025; veja o ranking por deputado

Palavras-chave: CEAP, cota para exercício da atividade parlamentar, Bahia, deputados federais, Portal da Transparência, gastos públicos, adicionais da cota, regras CEAP

Meta descrição: Em 2025, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) de baianos somou R$ 17,44 milhões. Este resumo traz o valor total, o montante mensal por parlamentar, balanço do primeiro semestre e o ranking completo de gastos, além das regras e benefícios incluídos.

Destinada a cobrir despesas de interesse do mandato dos deputados federais, a cota parlamentar utilizada pelos baianos atingiu 17,44 milhões de reais em 2025. Segundo dados do Portal da Transparência da Câmara, o montante chegou a R$ 17.439.842,11.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) contempla passagens aéreas, aluguel de escritórios, consultorias, divulgação da atividade parlamentar, entre outras despesas. Na Bahia, o valor equivale a R$ 44.804,65 por mês para cada um dos 39 deputados do estado.

O consolidado mostra a continuidade do volume de gastos dos parlamentares: no primeiro semestre, as benesses somaram R$ 9.046.531,22 aos cofres públicos, conforme apuração da reportagem.

Considerando a média bruta com o total gasto pelo número de deputados, o valor fica em R$ 447,1 mil por parlamentar, frente ao total possível de mais de R$ 537,6 mil.

Confira abaixo a lista completa:

  • Bacelar (PV): R$ 538.794,19
  • Joseildo Ramos (PT): R$ 538.342,30
  • Roberta Roma (PL): R$ 525.389,06
  • Daniel Almeida (PCdoB): R$ 524.805,32
  • Paulo Azi (União): R$ 512.217,55
  • Lídice da Mata (PSB): R$ 506.992,42
  • Rogério Santos (Republicanos): R$ 504.382,04
  • Gabriel Nunes (PSD): R$ 496.834,84
  • Leur Lomanto Júnior (União): R$ 493.601,74
  • Neto Carletto (Avante): R$ 492.550,49
  • Arthura Maia (União): R$ 482.137,16
  • Waldenor Pereira (PT): R$ 481.340,36
  • João Leão (PP): R$ 478.988,27
  • Josias Gomes (PT): R$ 472.818,74
  • Jorge Solla (PT): R$ 469.882,78
  • Valmir Assunção (PT): R$ 466.153,11
  • Raimundo Costa (Podemos): R$ 464.675,79
  • Zé Neto (PT): R$ 461.647,51
  • Leo Prates (PDT): R$ 461.172,67
  • Diego Coronel (PSD): R$ 458.125,85
  • Ricardo Maia (MDB): R$ 457.421,84
  • Alice Portugal (PCdoB): R$ 456.528,33
  • Félix Mendonça Júnior (PDT): R$ 454.073,41
  • Paulo Magalhães (PSD): R$ 453.452,66
  • Otto Alencar Filho (PSD): R$ 453.145,18
  • Capitão Alden (PL): R$ 440.560,85
  • Mário Negromonte Jr. (PP): R$ 438.911,32
  • Mário Marinho (Republicanos): R$ 438.487,01
  • Antonio Brito (PSD): R$ 435.214,21
  • Charles Fernandes (PSD): R$ 434.935,23
  • Claudio Cajado (PP): R$ 434.371,75
  • Adolfo Viana (PSDB): R$ 425.142,02
  • Ivoneide Caetano (PT): R$ 419.702,58
  • Dal Barreto (União): R$ 389.918,11
  • Alex Santana (Republicanos): R$ 370.963,26
  • João Carlos Bacelar (PL): R$ 355.136,67
  • Elmar Nascimento (União): R$ 341.461,65
  • José Rocha (União): R$ 282.471,50
  • Pastor Sargento Isidório (Avante): R$ 111.847,71
  • Sérgio Brito (PSD): R$ 15.244,63

BENEFÍCIOS INCLUÍDOS

  • Passagens aéreas;
  • Telefones dos gabinetes, escritórios nos estados e imóveis funcionais, e despesas com o celular funcional do deputado. As contas devem ser de comprovada responsabilidade do parlamentar;
  • Manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, como locação de imóveis, energia elétrica, água e esgoto, acesso à internet, entre outros;
  • Alimentação do deputado;
  • Hospedagem, exceto no Distrito Federal;
  • Despesas com locomoção por fretamento/aluguel de veículos;
  • Combustíveis e lubrificantes (limite inacumulável de R$ 9.392,00 mensais);
  • Serviços de segurança de empresas especializadas (limite inacumulável de R$ 8.700,00 mensais);
  • Divulgação da atividade parlamentar (exceto nos 120 dias anteriores à eleição, se o deputado for candidato – Ato da Mesa 40/2012);
  • Participação em cursos, congressos ou eventos, realizados por instituição especializada (limite mensal inacumulável de 25% do valor da menor cota);
  • Complementação de auxílio-moradia, conforme o Ato da Mesa 104/88 (limite inacumulável de R$ 4.148,80 mensais).

A COTA
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), instituída pelo Ato da Mesa 43/2009, unificou a verba indenizatória (vigente desde 2001), a cota de passagens aéreas e a cota postal-telefônica. O saldo não utilizado em um mês acumula ao longo do exercício financeiro, vedada a acumulação de um exercício para o seguinte.

A utilização da Cota Parlamentar pode ocorrer por meio de reembolso ou débito na própria cota. O deputado tem até 90 dias para apresentar a documentação comprobatória do gasto.

Os valores das notas fiscais apresentadas dentro desse prazo são debitados da cota do mês a que se refere a despesa. Assim, antes de transcorrerem 90 dias, não é correto afirmar o total gasto por um parlamentar, pois ainda podem existir documentos referentes a meses anteriores. O reembolso, quando solicitado, é creditado na conta do deputado em média até três dias úteis.

ADICIONAL

  • Alguns deputados recebem adicional de R$ 1.353,04 por exercer cargo de líder ou vice-líder de partido ou de bloco, líder do governo, líder da Minoria, presidente ou vice de comissão permanente, ou representante de partidos com menos de 1% da composição da Casa.
  • A cota mensal é acrescida de R$ 902,02 para deputados que exercem cargos de vice-líder da Minoria ou do governo; e R$ 5.075,62 para suplente de secretário da Mesa Diretora.
  • O adicional não é cumulativo caso o parlamentar detenha mais de um desses cargos. Deslocamentos oficiais pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul geram adicional de 20% do valor da menor cota mensal por viagem.

Encerrando, a CEAP funciona como um conjunto de verbas que visa financiar a atividade parlamentar, com regras claras sobre uso, comprovação e limites. O tema suscita debates sobre transparência, eficiência na gestão de recursos públicos e o equilíbrio entre as necessidades institucionais e o uso responsável do dinheiro público.

E você, o que acha sobre o uso da Cota Parlamentar? Compartilhe sua opinião nos comentários e diga se as regras atuais precisam de ajustes para ampliar a transparência e a responsabilidade no gasto público.

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