A Escola Afro-brasileira Maria Felipa encerrou atividades em Salvador após nove anos na capital baiana. A decisão foi anunciada pelas sócias da instituição, Bárbara Carine e Maju Passos, em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira, informando que a operação continua apenas no Rio de Janeiro.
Localizada no Garcia, a escola recebeu investimento superior a R$ 1 milhão para sua implantação. Com foco em crianças de 3 a 6 anos, as mensalidades ficavam entre R$ 1.200 e R$ 2.000, e o colégio também ofertava bolsas integrais para estudantes negros e indígenas.
As sócias trabalharam por anos buscando caminhos de sustentabilidade, mas, após investir recursos pessoais e motivação, decidiram encerrar a operação em Salvador, mantendo apenas a unidade do Rio de Janeiro, que vem caminhando para a autossuficiência, com matrícula quadruplicada em um ano.
As sócias lembraram que Salvador é a cidade onde nasceu o projeto e que a Bahia é a terra de Maria Felipa, a heroína que inspira a iniciativa. Ainda assim, concluíram que não era viável manter o funcionamento na capital baiana no momento.
A Escola Maria Felipa foi fundada em 2019 e ficou reconhecida pelo MEC como a primeira instituição de ensino privado no Brasil com educação afroreferenciada e antirracista. O conteúdo curricular contempla as leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que asseguram o ensino de cultura e história africana, afro-brasileira e indígena ao longo da educação básica.
E agora, moradores da região e leitores atentos, o que você acha desse desfecho para o projeto na Bahia? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você enxerga a presença da educação afro-brasileira no cenário local.

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