Trump diz que EUA anexará Groenlândia “do jeito fácil ou difícil”

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Meta descrição: Análise sobre a proposta de anexar Groenlândia, tensões entre EUA e Dinamarca e ações militares na Venezuela, México e Colômbia, com implicações para o Ártico e a geopolítica global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 9 de janeiro, elevou o tom sobre Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que Washington tomará providências para anexar a ilha, “do jeito fácil ou do jeito difícil”. A declaração amplia as tensões no Ártico e sinaliza uma tentativa de reconfigurar a influência regional frente a potências rivais.

A Casa Branca admite avaliar vários cenários, sem descartar o uso de força. A Dinamarca, por meio da primeira-ministra Mette Frederiksen, alertou que um ataque à Groenlândia significaria o fim da OTAN. A Groenlândia mantém direito à autodeterminação, porém a política externa e de defesa continua sob responsabilidade da Dinamarca.

A Groenlândia é estrategicamente importante para Washington pela sua posição no Ártico, pela presença de uma base militar voltada à defesa antimísseis e pelo potencial de minerais, petróleo e gás. O recuo do gelo, por sua vez, abre novas rotas marítimas com potencial interesse militar e comercial.

A narrativa de “expansionismo norte-americano” ganhou corpo numa semana marcada por ações além da retórica. No dia 3 de janeiro, forças especiais realizaram operação na Venezuela, com bombardeios e ações terrestres que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro. Washington afirmou que administraria o país durante a transição e controlaria as reservas de petróleo. Poucos dias depois, anunciaram ataques contra cartéis de drogas no México, aumentando a tensão com o governo local, que rejeitou qualquer violação de seu território. Também houve críticas direcionadas ao presidente colombiano Gustavo Petro por ligações com o narcotráfico.

Desde setembro de 2025, os EUA intensificaram ataques no Mar do Caribe e no Pacífico Oriental contra embarcações ligadas ao narcotráfico, empregando drones e armamento naval. As ações resultaram em dezenas de mortes e consolidaram a narrativa de uma campanha contra cartéis, apresentada pelo governo como parte de uma luta narcoterrorista.

No conjunto, os episódios revelam uma estratégia de pressão para redesenhar áreas de influência, com impactos para aliados europeus, para a Dinamarca e para a estabilidade no Ártico. A Groenlândia, com autodeterminação reconhecida, permanece no centro do debate entre os EUA, a Dinamarca e parceiros da OTAN.

E você, o que pensa sobre esse cenário de tensões e ações militares na Groenlândia, no Ártico e nas Américas? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como enxerga as implicações para a geopolítica global.

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