Reza Ciro Pahlavi, príncipe herdeiro do último Xá que governou o Irã, convocou uma greve nacional em meio à crise econômica que afeta o país. Mesmo em exílio nos Estados Unidos, ele pediu a continuidade dos protestos para pressionar o governo a ceder.
Ele orientou aos trabalhadores de setores-chave da economia — especialmente transporte, petróleo, gás e energia — que iniciem uma greve nacional. Também pediu que população vá às ruas nos próximos dias com bandeiras e símbolos nacionais, fortalecendo a mobilização.
As manifestações começaram em 28 de dezembro, em Teerã, e se espalharam para várias cidades. O principal motivo é a grave situação econômica, com desvalorização da moeda e aumento do custo de vida.
As autoridades atribuem parte dos protestos a atores estrangeiros, citando os EUA, para desestabilizar o país, e acionaram as forças de segurança para reprimir os participantes. Segundo a HRANA, 42 pessoas morreram desde o início das manifestações — 34 civis e 8 integrantes do aparato estatal.
O aiatolá Ali Khamenei afirmou que não vai recuar diante da violência dos opositores. O episódio reflete as tensões entre o governo e uma oposição exilada que busca retomar o controle político do Irã após décadas de regime teocrático.
Como esse impasse entre protestos, repressão e pressões externas pode evoluir ainda é cada vez mais acompanhado internacionalmente. E você, o que acha sobre o papel de líderes exilados e a resposta do governo diante da crise econômica no Irã?

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