Johan Petrica, apontado como um dos “pais” da facção venezuelana Tren de Aragua, é apresentado como figura central do grupo. Embora tenha sido dado como morto, ele circulou livremente pela fronteira com o Brasil por anos e, segundo a jornalista Roanna Rísquez, chegou a ter um filho registrado em Roraima.
O Tren de Aragua, principal organização criminosa da Venezuela, foi utilizado como pretexto pelo governo dos Estados Unidos para justificar ações contra o país. De acordo com o Departamento de Justiça, Donald Trump abriu caminho para operações envolvendo o regime de Nicolás Maduro. Em julho de 2024, o Departamento de Estado ofereceu até 4 milhões de dólares por informações que ajudassem a localizar Petrica.
Segundo Roanna Rísquez, Petrica ficou conhecido na região de Las Claritas sob o apelido Viejo Darwing ou simplesmente El Viejo, e, anos depois, moradores reconheceram a mesma pessoa em fotografias. Na localidade de Las Claritas, ele teria retomado a liderança sindical de garimpeiros e passado a orientar as atividades criminosas do Tren de Aragua ligadas ao garimpo.
A expansão do Tren de Aragua seguiu o modelo de outras organizações criminais: atravessou a fronteira e ampliou domínio na América do Sul. No Brasil, autoridades estimam a presença do grupo em pelo menos seis estados — Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul —, além de firmar uma parceria com o PCC para assegurar o abastecimento de drogas andinas pelas rotas que alimentam o território nacional e a região.
No âmbito internacional, o Cartel de Soles foi citado pela Justiça dos EUA em 2020 ao acusar Maduro de chefiar um suposto cartel de drogas. Um documento divulgado em 2025 revisou a qualificação do líder venezuelano, afirmando que ele participou, protegeu e se beneficiou de uma cultura de corrupção associada ao narcotráfico, fazendo do Cartel de Soles apenas um guarda-chuva para o narcotráfico gerido pela elite venezuelana.
Como essa leitura afeta o panorama do crime organizado na região? Compartilhe sua opinião nos comentários: você vê a necessidade de cooperação regional mais efetiva e políticas públicas de segurança mais firmes para enfrentar esse fenômeno?

Facebook Comments